Os videogames foram o item que mais subiu de preço na cesta do Dia das Crianças em 2026, com alta de 11,68% no ano, segundo levantamento da Rico (XP). O PS5 Pro custa R$ 7.499,90 no Brasil, reflexo da crise global de chips de memória.
O aumento dos consoles também pesou nos 12 meses até agosto, com alta de 12,05%, a maior da cesta, que reúne doces, brinquedos, roupas, calçados e videogames.
Em cinco anos, porém, os consoles acumularam alta de apenas 9,77%, menos que a cesta como um todo, que subiu 32% no período, acima do IPCA (29,9%).
Por que o PS5 Pro ficou mais caro?
A Sony reajustou os preços no Brasil em abril. O PS5 Pro foi a R$ 7.499,90 (+7,1%), o PS5 com disco a R$ 5.099,90 (+13,3%) e o PS5 Digital a R$ 4.599,90 (+15%).
A causa apontada é a escassez global de chips de memória, cada vez mais usados por data centers de IA.
A consultoria TrendForce projeta alta de 10% a 15% no preço da memória DRAM e de 15% a 20% na NAND flash só no 4º trimestre de 2026.
Notebooks já sentem o mesmo efeito desde junho, com alta de até 30% atribuída à escassez de memória RAM. A Sony atribuiu seu reajuste a uma "pressão contínua no cenário econômico global", sem detalhar as causas específicas.
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O Galaxy S26 também ficou até R$ 1.300 mais caro no Brasil pela mesma crise de memórias, assim como notebooks e o Kindle.
A demanda deve crescer ainda mais com o lançamento de GTA 6, previsto para 19 de novembro de 2026. A Sony já iniciou a pré-venda de um controle DualSense especial do jogo, por R$ 599,90.
Nos Estados Unidos, o PS5 Pro chegou a US$ 899, ante US$ 749 antes do reajuste, e a rede GameStop revendeu unidades por mais de US$ 1.329, bem acima do preço oficial.
O que a Sony não explicou
A Sony resumiu o reajuste a uma frase genérica sobre o cenário econômico, sem citar a disputa por chips de memória com os data centers de inteligência artificial.
Enquanto isso, quem paga a conta dessa disputa por chips são as famílias que compram presente de Dia das Crianças. O mesmo console, sem nenhuma peça nova, custa centenas de reais a mais do que custava poucos meses atrás.





























