O empreendedor Rogério Maldonado, o Bambu, transformou a paixão por torcida organizada em uma fábrica de bandeiras gigantes para estádios, em Diadema (SP). O negócio fatura em média R$ 40 mil por mês e já recebeu R$ 80 mil em investimento para ampliar a produção.

A primeira bandeira ele pintou para a própria torcida, sem nunca ter feito uma antes. "Já tinha técnica de pincel e conhecimentos de arte final. Comprei o pano, desenhei e pintei a bandeira para a torcida", relembra.

O negócio nasceu por acaso. Um cliente da Califórnia encomendou uma bandeira, e Rogério postou o resultado nas redes sociais.

"Eu postei no Instagram a bandeira que tinha feito para a Califórnia. Aí os amigos começaram a perguntar: 'você está fazendo bandeira agora também?'. Foi ali que eu descobri que dava para fazer disso um negócio", conta o empreendedor.

No início, Rogério fazia tudo sozinho: comprava os tecidos, acompanhava a costura, entregava os pedidos e cuidava da administração.

O negócio cresceu quando clientes corporativos passaram a exigir nota fiscal. "Uma empresa me procurou e disse que precisava de nota fiscal. Foi quando abri um MEI para atender essa demanda", diz.

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Hoje a fábrica atende grandes clubes do futebol brasileiro, além de federações, patrocinadores e eventos corporativos. O negócio recebeu R$ 80 mil em investimento para ampliar a estrutura produtiva.

Como o pequeno negócio cresceu

O caminho do Bambu segue um roteiro comum entre pequenos empreendedores brasileiros, que começam sozinhos e formalizam o negócio só quando o mercado exige nota fiscal. O MEI foi a porta de entrada dele.

Histórias parecidas de reinvenção aparecem em outros setores. A ex-executiva de RH Cássia Barbosa trocou o RH pela gastronomia aos 52 anos e também virou empresária.

O governo também tem ampliado o espaço para esse tipo de negócio. Em agosto, Lula assinou um decreto que simplifica a compra pública de pequenos negócios e MEIs.

Outras iniciativas vão no mesmo sentido: em BH, um centro de R$ 15 milhões busca digitalizar mil microempresas da capital mineira.