Um míssil atingiu, no domingo (8 de novembro), um prédio administrativo da Saudi Aramco em Riad, capital da Arábia Saudita. A agência saudita informou que estilhaços causaram danos leves, sem registro de feridos ou mortos. A coalizão diz ter interceptado outros mísseis contra a capital.

Segundo a Agência de Imprensa Saudita (SPA), o prédio "foi alvo de uma tentativa de ataque" no domingo. "O incidente resultou na queda de estilhaços que causaram danos leves ao edifício; não houve registro de feridos ou mortos", informou a agência.

O porta-voz da coalizão saudita, Turki al-Maliki, disse que as defesas aéreas "interceptaram e destruíram dois mísseis balísticos" lançados em direção a Riad, além de outros dois mísseis de cruzeiro interceptados no sul do país. Testemunhas relataram estrondos na capital saudita pela manhã.

O prédio atingido no Distrito Financeiro Rei Abdullah opera em regime remoto há cerca de um mês, por causa de ataques anteriores na região, segundo o Investing.com. Autoridades sauditas dizem que não houve disrupção confirmada na produção ou na exportação de petróleo.

Os ataques à Aramco já haviam reacendido o temor de um novo choque do petróleo em setembro, quando um incêndio perto do aeroporto de Riad pressionou o mercado internacional.

Os Houthis não assumiram a autoria do ataque. O grupo já havia declarado que vai continuar lançando mísseis e drones contra a Arábia Saudita enquanto o país atacar áreas do Iêmen sob seu controle e mantiver o bloqueio ao território iemenita.

Um dia antes do ataque de domingo, o Ministério da Saúde do Iêmen, controlado pelos Houthis, afirmou que ataques aéreos sauditas mataram ao menos 33 pessoas perto de Sanaa, incluindo mulheres e crianças.

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Em outubro, 13 pessoas morreram em um ataque com míssil contra o aeroporto internacional de Riad, segundo a CNN Brasil, e a cotação do petróleo Brent chegou a US$ 112 o barril após o ataque à Aramco ainda em outubro.

Cada novo ataque a um ponto sensível da cadeia saudita de petróleo funciona como gatilho de alta para o Brent, mesmo sem interrupção confirmada na produção. É esse padrão que mantém a pressão sobre os combustíveis fora da Arábia Saudita, inclusive no Brasil.

O efeito no preço dos combustíveis no Brasil

No Brasil, quem sente o efeito da escalada é o motorista nas bombas: a Petrobras mantém a gasolina e o diesel abaixo da paridade internacional por decisão de preços e por subsídio do governo, mesmo com o petróleo mais caro lá fora.

O diesel vendido pela estatal está cerca de 20% abaixo da paridade internacional, e a gasolina, cerca de 10% abaixo, segundo analistas citados pela InfoMoney e pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet).

O diesel já havia encostado no teto do subsídio em outubro, quando o Brent chegou perto de US$ 111 o barril.

O diesel S10 custava em média R$ 7,32 o litro nas bombas brasileiras na semana encerrada em 24 de outubro, cerca de um quinto a mais que em janeiro, e a gasolina, R$ 6,49.

O que acontece agora

O reforço de R$ 1,40 por litro para importação de diesel, somado ao subsídio de R$ 2,12 já em vigor, tinha vigência prevista até 6 de novembro, dois dias antes do novo ataque em Riad. Ainda não há confirmação pública de prorrogação.

O mercado de petróleo volta a negociar na segunda-feira (9 de novembro), no primeiro pregão após o ataque.