O Enem 2026 começou no domingo (8 de novembro) com 5.055.818 inscritos, o maior número desde 2022. Mas o recorde geral esconde uma queda: as inscrições de quem já concluiu o ensino médio em anos anteriores caíram 14,7% nesta edição.
Das 13h30 às 19h, os candidatos fazem provas de língua estrangeira, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências Humanas e redação. O segundo dia, com Matemática e Ciências da Natureza, é no domingo seguinte (15 de novembro).
O crescimento geral tem explicação conhecida: nesta edição, concluintes da rede pública ganharam inscrição automática e isenção de taxa, mudança que a TV Sim Brasil já detalhou em outra reportagem.
Do total de inscritos, 3.432.111 têm isenção da taxa e 1.619.234 pagaram para se inscrever. O ministro da Educação, Leonardo Barchini, diz esperar 70% de participação entre os concluintes inscritos.
O recorde que não é recorde
O Enem já teve muito mais inscritos do que hoje. Em 2014, pico da série histórica, foram 8,72 milhões de inscritos confirmados, quase 3,7 milhões a mais do que os 5,06 milhões deste ano.
Entre 2014 e 2021, as inscrições caíram quase todos os anos. Especialistas atribuem a queda à redução de matrículas no ensino médio e à menor adesão de quem já tinha concluído a etapa.
Em 2021, o total confirmado foi de 4 milhões, o menor patamar da década.
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A recuperação dos últimos anos, porém, é puxada por quem está cursando o ensino médio agora, beneficiado pela inscrição automática. A alta é dos estudantes atuais, não de quem já tinha terminado a escola.
Parte da explicação para a queda entre concluintes está no Censo Escolar: o ensino médio público perdeu 425 mil matrículas em 2025, queda de 6,2%. Isso ajuda a entender por que o Brasil ainda tem 64 milhões de pessoas sem concluir o ensino básico.
"É preocupante que a queda de matrículas não tenha sido melhor estudada", disse Ernesto Faria, diretor-fundador do instituto Iede, sobre as duas hipóteses em disputa: o fator demográfico e possíveis efeitos da reforma do ensino médio.
Por que a queda de matrículas segue sem explicação completa
O Inep atribui o crescimento do Enem à inscrição automática, e esse motivo é mensurável: concluintes da rede pública entraram no exame sem precisar se inscrever sozinhos.
Já a queda de matrículas no ensino médio ainda divide especialistas entre o fator demográfico e o efeito da reforma curricular. Nenhum levantamento oficial isolou o peso de cada hipótese até agora.






























