O petróleo opera em queda pelo terceiro pregão seguido na quarta-feira (4 de novembro), com o WTI a US$ 87,77 e o Brent a US$ 94,64 o barril, segundo o Valor Econômico. O movimento reflete a expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã.

A queda já dura desde terça-feira (3 de novembro), quando o Brent fechou em baixa de 8,7%, a US$ 94,62, e o WTI caiu 8,3%, a US$ 88,12, segundo o Brasil 247.

O recuo se intensificou depois da vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA, fator que o mercado lê como redutor do risco de escalada com o Irã.

As ações da Petrobras acompanharam o tombo do petróleo. Segundo o BPMoney, a PETR3 caiu 4,83%, a R$ 55,03, e a PETR4 recuou 4,38%, a R$ 48,49, na quarta-feira. A petroleira PRIO perdeu 5,96% no mesmo pregão.

O gráfico mostra a trajetória do barril desde 20 de outubro, quando o Brent operava acima de US$ 108. A queda das últimas duas semanas apaga boa parte da alta registrada ao longo de setembro e outubro.

Analistas do banco ANZ contestam a leitura do mercado. "Não parece haver um fim à vista para o controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz, fator que tem restringido o fluxo de petróleo", afirmam, segundo o Valor Econômico.

As exportações de petróleo bruto pelo Golfo Pérsico somaram 17,1 milhões de barris por dia em outubro, volume abaixo do registrado em setembro, segundo dados de rastreamento de embarcações citados pelo Valor. Esse descompasso sustenta a dúvida dos analistas do ANZ.

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Por que o petróleo despencou

O petróleo despenca porque o mercado passou a precificar um fim mais rápido da guerra entre Estados Unidos e Irã, movimento reforçado pela vitória democrata no Congresso americano e pela manutenção da produção da OPEP+ nos mesmos níveis de setembro.

Sete produtores do grupo mantiveram as metas de produção para dezembro, decisão que preserva os volumes de setembro e reduz a chance de um aumento de oferta no curto prazo. A pausa vale até a decisão sobre 2027.

O movimento começou a ganhar força na segunda-feira (2 de novembro), quando o petróleo caiu 7,6% após Trump dizer que um acordo com o Irã pode sair. No mesmo dia, o tombo derrubou o recibo da Petrobras negociado em Nova York.

Quando o petróleo subia, em setembro, o mesmo mercado pressionava o preço da gasolina no Brasil. A queda agora aponta o caminho inverso, mas a Petrobras ainda não confirmou qualquer mudança nos preços nas refinarias.

O que acontece agora

A Petrobras divulga o resultado do terceiro trimestre de 2026 na terça-feira (10 de novembro), com apresentação ao mercado na quarta-feira (11 de novembro). O número deve mostrar se a margem resistiu à queda do barril.