Um relatório do Rabobank alerta que o otimismo do mercado financeiro brasileiro após o 1º turno das eleições convive com riscos importantes, como a inflação acima do teto da meta e o petróleo acima de US$ 100 o barril.
Em entrevista à CNN Brasil, o economista do banco, Maurício Une, analisou o movimento dos ativos depois do 1º turno. A Bovespa chegou a ultrapassar 200 mil pontos, alta de 7,7% no dia.
O dólar, por sua vez, rompeu o piso de R$ 5,00. A seguir, veio uma normalização rápida, que levanta dúvida sobre a sustentabilidade da melhora.
Por que o cenário externo preocupa o Rabobank?
O cenário internacional soma pressão à dinâmica eleitoral doméstica, segundo Une. "A gente continua com uma guerra no estreito de Ormuz que faz com que o preço do petróleo fique ainda acima dos 100 dólares o barril", disse o economista.
Segundo ele, isso eleva a pressão inflacionária global e o custo de financiamento internacional. "Ativos de mercados emergentes nessa semana tenham também sofrido relativamente bastante", afirmou Une.
Une também citou os problemas fiscais fora do Brasil. Os ativos da França sofreram com a dificuldade do governo francês em aprovar um pacote de consolidação fiscal, segundo o economista.
O que mais ameaça a inflação no Brasil?
A inflação ao consumidor dos Estados Unidos pressionou o núcleo de preços por lá, o que eleva o risco de o Federal Reserve subir juros de novo. O Rabobank projeta a próxima alta só em janeiro.
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No Brasil, o El Niño muito forte também ameaça atrasar a queda de juros, pressionando o preço dos alimentos.
A isso se soma o movimento sazonal de remessa de dividendos ao exterior no fim do ano, que tende a pressionar ainda mais o câmbio, segundo o relatório do Rabobank.
O que acontece agora
No 2º turno, os candidatos tendem a migrar de posicionamento sobre política econômica, o que o Rabobank também monitora como fonte de volatilidade até 25 de outubro.





























