A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) pede que passageiros e tripulantes confiram a carteira de vacinação contra o sarampo antes da temporada de cruzeiros 2026/2027, que começa em 30 de outubro no Porto de Santos, com previsão de 832 mil passageiros.
Segundo a secretaria, a circulação internacional do vírus e a movimentação de passageiros e tripulantes de diferentes nacionalidades são fatores que podem favorecer a transmissão da doença.
O alerta recomenda cuidados antes, durante e depois da viagem. Quem apresenta febre e manchas vermelhas pelo corpo, principalmente com tosse, coriza ou conjuntivite, deve adiar o embarque e procurar atendimento médico.
Durante o cruzeiro, a orientação é lavar as mãos com frequência, usar álcool em gel, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar, evitar compartilhar copos e talheres, e avisar a equipe de saúde do navio ao primeiro sintoma.
Depois do desembarque, o viajante deve observar sintomas por até 30 dias. Em caso de suspeita, a orientação é procurar um serviço de saúde e informar sobre a viagem antes da chegada, quando possível.
A cobertura vacinal melhorou em SP?
Sim. Segundo o governo paulista, a cobertura contra sarampo cresceu entre abril e agosto de 2026. A 1ª dose passou de 86,56% para 96,29%, e a 2ª dose subiu de 72,72% para 83,81%.
| Público | Doses |
|---|---|
| Crianças | 1ª dose aos 12 meses; 2ª dose aos 15 meses |
| 15 meses a 29 anos | 2 doses, com intervalo mínimo de 30 dias |
| 30 a 59 anos | Pelo menos 1 dose |
| Trabalhadores da saúde | 2 doses, independentemente da idade |
| Crianças de 6 a 11 meses e 29 dias (SP, Guarulhos, São Bernardo) | Dose zero (adicional) |
Quem não tem o esquema completo pode procurar uma unidade de saúde antes de embarcar. A vacina é gratuita na rede pública.
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O contexto do sarampo no Brasil
O alerta de SP acontece num momento de atenção reforçada à doença no país. O Brasil registrou 52 casos importados de sarampo em 2026, sendo 41 em São Paulo, 10 no Amazonas e 1 no Rio de Janeiro.
Todos os casos brasileiros têm origem em infecção no exterior. Nas Américas, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados em 2026.
Segundo o CDC, os Estados Unidos registram o maior número anual de casos de sarampo em mais de 35 anos, atribuído em parte à queda na confiança da população na vacina.
Em setembro, os casos de sarampo em SP já haviam subido a 30, a maioria entre pessoas sem vacinação completa.
O Brasil segue sem circulação endêmica do vírus, mas perdeu a certificação internacional de eliminação do sarampo depois de mais de 12 meses de transmissão registrada no país.





























