O Irã classificou neste domingo (11) como insuficiente a resposta dos Estados Unidos sobre o Estreito de Ormuz, rota por onde passava 20% do petróleo mundial. A disputa já levou o governo brasileiro a gastar R$ 14,1 bilhões em subsídios a combustíveis desde setembro.
A guerra entre Estados Unidos, Irã e Israel começou em 28 de fevereiro e fechou parte do Estreito de Ormuz, rota de 20% a 25% do petróleo mundial. Desde então, o barril do tipo Brent subiu de US$ 70 para mais de US$ 104.
O Brasil importa cerca de 25% do diesel que consome, o que deixa o preço local exposto às oscilações do mercado internacional. O combustível subiu 7% em um mês e chegou a R$ 7,35 nos postos, segundo o Ministério da Fazenda.
Desde setembro, o governo já destinou pelo menos R$ 14,1 bilhões em dois pacotes de subsídio para conter o repasse da crise aos combustíveis: R$ 6,6 bilhões em setembro e R$ 7,5 bilhões neste mês.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o pacote mais recente "não tem ligação com o momento eleitoral". Já o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que, "à luz do quadro internacional, somos os menos impactados" pela crise do petróleo.
O governo Lula anuncia bilhões em subsídios a 16 dias da eleição, quando o povo já decidiu: quer mudança. (...) É eleitoragem pura e simples.
afirmou a assessoria de Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao 2º turno, em nota.
Durigan já havia classificado o ajuste fiscal proposto pelo adversário de "ilusão barata e vazia", dias antes de anunciar o novo pacote de subsídio.
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O petróleo em alta já tinha levado a Petrobras e o Ibovespa à máxima desde abril, antes do anúncio do novo subsídio.
O subsídio ampliado segue valendo até o início de novembro, depois do 2º turno de 25 de outubro. O efeito sobre o preço na bomba, portanto, dura mais do que a campanha.
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) é responsável por fiscalizar o repasse do subsídio aos preços cobrados nos postos.
O ponto em aberto
O impasse em Ormuz ainda não tem data para terminar: o Irã diz que a resposta dos EUA às suas sete condições continua "obscura".
A pergunta que fica é se o preço na bomba volta a refletir a cotação internacional do petróleo assim que o subsídio atual perder a validade.





























