O Brasil exportou 5,21 milhões de toneladas de milho em setembro, 31,1% menos que no mesmo mês de 2025, segundo dados da Secex compilados pela CEEMA. No trimestre de julho a setembro, o total caiu 30%, para 11,8 milhões de toneladas.
Com o resultado, a meta de exportação do ano foi revisada de 43 milhões para 38 milhões de toneladas. Para cumpri-la, o Brasil precisa embarcar cerca de 17 milhões de toneladas entre outubro e janeiro.
A CEEMA aponta quatro causas para a desaceleração. A primeira é a concorrência da Argentina, que vende a US$ 313 a tonelada, abaixo do preço brasileiro.
A segunda é a guerra no Irã, principal comprador do grão brasileiro, que reduziu as compras. A terceira é a valorização do real, que torna o milho brasileiro menos competitivo no mercado internacional.
A quarta causa está na dieta animal chinesa: a participação do milho caiu de 47% em janeiro para 29% em agosto, substituído por trigo, cevada e sorgo.
Até julho, a China tinha usado apenas 1,4 milhão das 7,2 milhões de toneladas disponíveis em sua cota de importação.
O que o produtor sente no bolso
No Rio Grande do Sul, a saca de milho é vendida a R$ 62. Nas demais praças do país, os preços variam entre R$ 52 e R$ 63 por saca, segundo a CEEMA.
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Com menos milho saindo pelos portos, a tendência é de mais oferta represada dentro do país, o que pressiona o preço pago ao produtor para baixo.
O cenário de exportação mais fraca contrasta com o de produção recorde. Segundo o USDA, a safra de soja 2026/27 deve chegar a 186 milhões de toneladas, recorde histórico, enquanto a Conab projeta a safra de milho 2025/26 em 112,1 milhões de toneladas.
O plantio da safra de verão 2027 já avançava mais rápido que o normal: 30,8% da área prevista estava plantada até 2 de outubro, acima dos 29,1% do ano anterior.





























