Bill Gates disse neste domingo (11), à ABC News, que o maior risco da inteligência artificial no próximo ano são ataques cibernéticos de quem usa IA sem salvaguardas. O risco de a IA "sair do controle" ainda é distante, segundo ele.
O cofundador da Microsoft disse que a preocupação imediata não é a tecnologia em si, mas pessoas mal-intencionadas com acesso a sistemas sem proteção. Segundo ele, hoje isso é permitido. Gates defende mais restrições para impedir o uso de IA em bioterrorismo e ataques cibernéticos.
Gates afirmou que a combinação de pessoas mal-intencionadas, ausência de proteções e os modelos mais recentes deve gerar "muitas surpresas negativas" no próximo ano, sobretudo na área cibernética.
Por que Gates critica a autorregulação
Gates rejeitou a ideia, defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que a autorregulação das empresas de IA basta para manter a sociedade segura. Para ele, deixar só as empresas no controle da tecnologia "mais perigosa" já criada "não é suficiente".
Não é a primeira vez que Gates soa o alarme neste ano. Em setembro, ele já havia dito que a IA sem controle poderia causar "um bilhão de mortes", em cenários extremos.
A crítica de Gates contrasta com a postura do governo americano. Na semana passada, Trump jantou com o CEO da Anthropic e rejeitou frear o avanço da IA. Os dois discursos sobre o futuro da IA seguem direções opostas.
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O risco apontado por Gates já aparece no Brasil. Em outubro, um ciberataque expôs CPF e dados de clientes da fabricante de roupas Lupo, vazados desde 2020.
Gates não detalhou que regulamentação considera necessária além de mais restrições.





























