Um ato da campanha de Lula (PT) pelo 2º turno reuniu sete quarteirões lotados na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (11). Quem comandou o palco não foram as lideranças tradicionais do PT, mas deputadas jovens como Érika Hilton (PSOL).
A concentração começou em frente ao Masp e seguiu até a Praça Roosevelt. Participaram o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os governadores petistas reeleitos no Nordeste: Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fonteles, que venceu no Piauí já no 1º turno.
O cantor Jão e o ator Humberto Carrão também foram tietados pelo público.
Eleita com 1,5 milhão de votos no 1º turno, Érika Hilton foi ovacionada e fez Lula parar de discursar. A deputada, que dias antes criticou publicamente a condução do governo no caso Master, dividiu os aplausos com Luna Zaratini (PT) e Sâmia Bomfim (PSOL).
Publicidade
Quem ficou de fora do palco
Ficaram de fora os ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede), derrotados no 1º turno nas disputas de SP. Haddad, que fez a caminhada final de campanha ao lado de Lula na própria Paulista, não discursou no ato deste domingo.
Quem assumiu o papel de mestre de cerimônia foi a presidente nacional da UNE, Bianca Borges.
Do trio elétrico, Lula destacou a juventude presente e pediu à militância que convença idosos e eleitores que não votaram no 1º turno a comparecer às urnas em 25 de outubro.
Publicidade
Temos a obrigação de conversar com as pessoas que acham que não precisam votar. Eles têm filhos, netos e a pátria deles para cuidar.
A fala é de Lula, que lembrou estar prestes a completar 81 anos.
Fonteles, de 41 anos, seguiu a estratégia do presidente e mirou os nordestinos que moram em São Paulo: "O nosso Nordeste só tem emprego, escola e desenvolvimento quando Lula é presidente", disse. Também afirmou que "a virada já começou nas ruas e nas redes".
O que acontece agora
Depois do ato, estudantes seguiram pela Paulista e parte caminhou até a Consolação, com bandeiras em defesa da democracia e da educação pública. A campanha tem 14 dias até o 2º turno, em 25 de outubro, para repetir a mobilização de hoje nas urnas.





























