O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projeta uma safra recorde de soja no Brasil em 2026/27: 186 milhões de toneladas, 3% a mais que as 180,5 milhões da safra atual. A estimativa consta no relatório WASDE de outubro, divulgado na sexta-feira (9).

Para o milho, o cenário é oposto: a estimativa para 2026/27 caiu a 139 milhões de toneladas, dois milhões a menos que os 141 milhões da safra atual. O USDA não alterou os números desde o relatório anterior.

A manutenção da projeção reforça um quadro já apurado: as exportações de milho caíram 31% em setembro, o que pressiona o preço do grão no mercado interno.

Por que a safra de soja deve bater recorde?

O aumento da área plantada explica boa parte do recorde projetado para 2026/27. A venda da safra atual já bate recorde de cinco anos no Brasil, sinal de que o produtor aposta em preços melhores lá na frente.

O plantio da nova safra, porém, enfrenta obstáculo no Paraná, onde a chuva forte ameaça o ritmo recorde do plantio.

O que muda para o produtor e o consumidor?

Uma safra recorde tende a pressionar para baixo o preço da soja no mercado interno, embora o efeito dependa do câmbio e da demanda da China. Já no milho, menos oferta tende a sustentar preços mais altos.

O próximo relatório do USDA sai em novembro, já com os primeiros dados de campo da safra que começa a ser plantada agora. Até lá, o número de 186 milhões de toneladas é só projeção, sujeita a clima e ritmo de plantio.