As exportações do agronegócio brasileiro cresceram 18,9% na média diária em outubro, na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo dados oficiais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil.
O avanço equivale a mais R$ 290 milhões por dia em vendas externas do setor. No acumulado de janeiro a outubro, o superávit do agro chegou a R$ 350 bilhões.
Só no mês de outubro, até a quarta semana, o superávit do setor somou R$ 37 bilhões. A quarta semana isolada, a mais recente, respondeu por R$ 8,5 bilhões desse total.

Quais setores puxaram o crescimento?
A indústria extrativa cresceu 55,9% no período, e a indústria de transformação, 18,4%. Somando todos os setores da economia, as exportações brasileiras avançaram 27,9%, ritmo mais acelerado que o do agro isoladamente.
Os dados divulgados até agora não permitem identificar quais produtos agrícolas específicos puxaram o crescimento. Soja, milho, café e carnes seguem como os principais produtos de exportação do setor.
O desempenho costuma variar bastante entre produtos: em agosto, por exemplo, a exportação de café disparou 48,5%, enquanto o milho recuou 32% no mesmo mês.
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O que o câmbio muda para o produtor?
O dólar mais alto favorece quem exporta café, soja, milho, carnes, açúcar e algodão. Mas a mesma alta ameaça encarecer fertilizantes, defensivos agrícolas, máquinas e outros insumos importados.
O momento é sensível porque parte do país está em pleno plantio da safra 2026/27, para a qual a Conab já projeta uma colheita recorde de 367 milhões de toneladas de grãos.































