A arroba do boi gordo atingiu um novo recorde nominal em outubro, negociada a R$ 372,95 em São Paulo, maior valor da série histórica do indicador Cepea/Esalq. A alta é puxada pela oferta restrita de animais prontos para abate e pela demanda firme.
Nesta quarta (7), o preço varia bastante entre os estados produtores, mas segue elevado em todos eles.
| Estado | Preço da arroba |
|---|---|
| São Paulo | R$ 363,00 |
| Rio de Janeiro | R$ 358,00 |
| Mato Grosso do Sul | R$ 356,00 |
| Minas Gerais | R$ 354,00 |
| Goiás | R$ 344,00 |
| Mato Grosso | R$ 339,00 |
O boi com padrão de exportação para a China chega a valer ainda mais, R$ 372 por arroba, contra R$ 367 do animal sem esse padrão.
Por que o preço está em alta
A combinação de oferta mais curta de animais prontos para o abate com demanda firme do mercado interno sustenta a alta dos preços. Frigoríficos vêm aceitando pagar mais aos pecuaristas para manter o ritmo das exportações e garantir estoque no período de maior consumo sazonal.
O Brasil esgotou a cota anual de carne bovina para a China em julho, o que pausou parte dos embarques. Frigoríficos agora abatem de olho na cota de exportação de 2027, o que também pressiona o preço pago ao pecuarista.
É a corrida pela cota de exportação, mais do que a demanda do consumidor brasileiro, que está empurrando o preço da carne para cima.
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Furar o limite da cota eleva o imposto de importação cobrado pela China de 12% para 67%, o que torna a exportação menos vantajosa fora da cota, mas não impede os embarques.
O que acontece agora
Analistas de mercado citados por veículos do setor apontam que o preço pode continuar subindo nos próximos meses. A marca de R$ 400 por arroba pode ser atingida, caso a oferta de animais continue restrita e a demanda da China se mantenha firme.
Projeções indicam que o Brasil pode esgotar também a cota de 2027 até abril daquele ano, o que manteria a pressão sobre os preços da arroba por mais tempo.































