A Aggreko concluiu nesta segunda-feira (19) a compra de seis usinas termelétricas no Amazonas que pertenciam à Brasil Bio Fuels (BBF). As unidades adicionam 11,4 megawatts de capacidade instalada ao portfólio da empresa, que passa a somar 149,1 MW em 32 usinas no estado.
As usinas adquiridas ficam em Belém dos Solimões, Estirão do Equador, Palmeiras do Javari, Feijoal, Envira e Ipixuna. Os valores da operação não foram informados pela empresa.

Com a compra, a Aggreko se tornou proprietária de 100% do Consórcio Geração Amazonas (CGA). A empresa atua nos chamados sistemas isolados do estado, áreas desconectadas do Sistema Interligado Nacional (SIN) que dependem de geração própria de eletricidade.
"Ao reunir 32 usinas, ampliamos nossa capacidade de aplicar tecnologia, conhecimento operacional e novas soluções energéticas na Amazônia", afirmou Marco Contin, diretor-geral da Aggreko no Brasil.
Quem paga a conta dessas usinas?
As usinas em sistemas isolados do Amazonas costumam ser abastecidas a óleo diesel e outros combustíveis fósseis.
O custo é bancado por um encargo embutido na conta de luz de todo o país, destinado a subsidiar a geração nessas áreas sem ligação à rede nacional.
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A Aggreko informou que avalia combinar a geração térmica com fontes renováveis e armazenamento de energia, para tornar a operação mais eficiente e reduzir o consumo de combustível quando possível.
Quem mais investe em energia no Amazonas?
A Aggreko não é a única a apostar na região: a Âmbar Energia, dos irmãos Batista, anunciou investimento de R$ 2,3 bilhões em energia no Amazonas em maio.
A Petrobras também anunciou R$ 2,8 bilhões em investimentos no estado, no mesmo mês. Nem toda a operação no setor correu sem problemas: o Ministério Público investiga cabos de alumínio da Âmbar Energia após incêndios em Manaus.





























