A federação União Progressista, formada pelo PP e pelo União Brasil, retirou o apoio à reeleição do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado, segundo coluna da jornalista Andreza Matais no Metrópoles desta segunda-feira (19). A eleição será em fevereiro de 2027.
Segundo a coluna, a divergência cresceu depois que a federação oficializou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno presidencial, enquanto Alcolumbre mantém alinhamento com o presidente Lula (PT).
Também pesaram decisões recentes de Alcolumbre à frente do Senado: a condução da votação que pôs fim à escala de trabalho 6x1 e a retirada da PEC da Segurança Pública da pauta, na reta final do 2º turno.

Questionado sobre a retirada da PEC da Segurança, Alcolumbre negou ter agido a pedido do governo. "A retirada partiu da própria Presidência do Senado", disse.
O rompimento é um desdobramento rápido: o PL já havia retirado o apoio a Alcolumbre um dia antes, e o senador vinha articulando sua permanência no cargo mesmo sem o aval do partido de Flávio.
O que muda para Alcolumbre?
Sem o apoio da própria federação, Alcolumbre pode buscar apoios individuais entre senadores que tomam posse em 2027, oferecendo espaços de gabinete e presidências de comissão. A reeleição fica mais difícil, mas não está descartada.
O que acontece agora
A disputa pela presidência do Senado só será decidida pelos parlamentares em fevereiro de 2027, depois da posse da nova legislatura eleita neste outubro. Até lá, o resultado do segundo turno presidencial, no dia 25, deve pesar nas articulações em torno do comando da Casa.





























