A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta segunda-feira (21) põe Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de voto contra 45% de Lula (PT) em eventual 2º turno em São Paulo. O levantamento foi publicado por Poder360 e InfoMoney.

O dado mede apenas o eleitorado paulista, mas entra na disputa nacional por um motivo objetivo. A rodada saiu no mesmo dia em que outro levantamento, da Palver citado pela CNN Brasil, mostrou a disputa nacional apertada em cenários de 2º turno.

Segundo o Poder360, a Real Time entrevistou 2.000 eleitores em São Paulo entre 16 e 19 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com grau de confiança de 95%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09702/2026.

O que a pesquisa mostra em São Paulo

A pesquisa mostra Flávio à frente nos dois cenários testados no estado. No 1º turno, o senador aparece com 41% das intenções de voto, contra 35% de Lula; no 2º turno, a distância se repete em seis pontos, com 51% a 45%.

A diferença de 6 pontos é três vezes a margem nominal informada pelo instituto. Ainda assim, a leitura correta é estadual: o levantamento indica vantagem entre paulistas, não uma previsão de resultado nacional nem de desempenho em outros colégios eleitorais.

O recorte também traz sinais de rejeição. Segundo a Real Time, Lula é citado por 53% dos entrevistados como candidato em quem não votariam. Flávio aparece logo atrás nesse indicador, com 48%.

Como o governo Lula aparece no levantamento

Como o governo Lula aparece no levantamento ajuda a explicar a pressão sobre o presidente em São Paulo. A pesquisa informa desaprovação de 56% e aprovação de 41% entre os eleitores paulistas, além de avaliação ruim ou péssima para 39%.

Outros 32% classificam o governo como regular, e 28% como ótimo ou bom, de acordo com o mesmo levantamento. Esse bloco mostra que o 2º turno testado pela Real Time não vem sozinho: ele aparece junto de uma avaliação negativa do governo no estado.

A metodologia foi financiada com recursos próprios, segundo o Poder360, e teve custo declarado de R$ 30 mil. Pesquisas eleitorais precisam informar quem pagou, período de campo, amostra, margem de erro e registro no TSE.

O que acontece agora

O que acontece agora é a comparação dessa rodada com pesquisas nacionais e estaduais das próximas semanas. Para o leitor, o ponto prático é separar tendência local de cenário nacional, como também ocorreu em levantamento recente do Senado em Minas.

A sequência de pesquisas tende a pesar na estratégia das campanhas, mas não substitui outros fatores da eleição. A TV Sim mostrou em análise recente que estrutura e dinheiro ajudam, mas não decidem voto sozinhos.