A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21) mostra Lula com 46% de aprovação e 50% de desaprovação. O número é negativo para o governo, mas não resolve a disputa de 2026 sozinho: nos cenários eleitorais, o presidente aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro.
Segundo o Poder360, a avaliação do governo tem 45% de ruim/péssimo, 18% de regular e 35% de ótimo/bom. A pesquisa ouviu 2.006 pessoas entre 18 e 20 de setembro, tem margem de 2 pontos, confiança de 95% e registro BR-00485/2026 no TSE.
O dado que parece mais simples é a aprovação. A desaprovação supera a aprovação por 4 pontos, diferença maior que a margem quando lida isoladamente. A série, porém, mostra oscilação curta: no levantamento anterior, citado pelo Metrópoles, a relação era 47% a 49%.
A disputa eleitoral conta outra parte da história. No primeiro turno, a BTG/Nexus mostra Lula com 40% e Flávio com 37%. No segundo turno, Lula aparece com 46% contra 45% de Flávio, resultado dentro da margem.
Por que a rejeição trava os dois lados?
A rejeição trava os dois lados porque nenhum dos principais nomes abre vantagem nesse indicador. Segundo o Poder360, Flávio Bolsonaro é rejeitado por 50% do eleitorado, enquanto Lula tem 49%, diferença de apenas 1 ponto percentual.
Isso significa que a desaprovação do governo pesa contra Lula, mas a rejeição quase igual de Flávio impede transformar esse desgaste em vantagem automática para a oposição.
Essa é a diferença entre avaliação de governo e voto. O eleitor pode desaprovar a administração e, ainda assim, rejeitar o adversário disponível. Também pode aprovar políticas do governo e preferir outro nome no confronto eleitoral.
O quadro ajuda a explicar por que pesquisas recentes podem apontar leituras diferentes sobre liderança, como a TV Sim mostrou ao comparar Quaest e Gerp na corrida ao Planalto. Margem, cenário estimulado e lista de candidatos mudam a leitura do mesmo ambiente político.
O que observar nas próximas pesquisas?
O que observar nas próximas pesquisas é se a desaprovação passa de oscilação semanal para tendência. A queda de 47% para 46% na aprovação e a alta de 49% para 50% na desaprovação são movimentos pequenos, dentro de uma semana.
Também importa acompanhar os candidatos de terceira via. A BTG/Nexus mostra Augusto Cury com 6% e Ronaldo Caiado com 5% no primeiro turno; no segundo, Lula empata tecnicamente com Cury e Caiado, segundo o Metrópoles.
Para o eleitor, a leitura prática é separar pesquisa de voto da regra da eleição. A decisão final continua passando pela urna, com regras como a proibição de celular dentro da cabine de votação.
O peso dos cargos executivos aparece no guia sobre salários de governador.
O ponto em aberto
O ponto em aberto é se a rejeição continuará simétrica quando a campanha trocar diagnóstico por escolha. Por enquanto, os números mostram um governo mais desaprovado que aprovado, mas também uma oposição principal sem folga para converter esse desgaste em liderança clara.





























