A Bradseg, holding de seguros do Bradesco que reúne os negócios não ligados à saúde, quer crescer explorando o baixo nível de cobertura de famílias e empresas no país, segundo o CEO Ney Dias. A empresa não vai sacrificar rentabilidade para isso.

Dias assumiu o comando em maio, após a cisão dos ativos de saúde do banco, que viraram uma empresa separada, a Bradsaúde. Sob a Bradseg ficaram os ramos de automóvel, vida, previdência e capitalização, entre outros.

Quando as taxas de juros estão mais elevadas, algumas seguradoras se permitem buscar mais o ganho financeiro sobre o float do que o resultado operacional. Nós entendemos que isso, no médio e longo prazo, não é saudável.

A avaliação é de Ney Dias, em entrevista ao Broadcast, sistema de notícias do Grupo Estado. Para ele, manter o foco na operação, e não só no rendimento financeiro das reservas, é o que sustenta a estratégia da Bradseg.

No segundo trimestre, o faturamento da divisão de autos e seguro residencial somou R$ 2,6 bilhões, alta tímida de 1,8% sobre igual período do ano passado. Por ano, a carteira de automóveis da Bradseg gira entre R$ 7 bilhões e R$ 8 bilhões.

Por que a previdência e o seguro rural sofreram

Em previdência, novas regras de IOF pressionam a captação: desde o início do ano, o imposto incide sobre aportes acima de R$ 600 mil por ano em planos VGBL. Para compensar, a Bradseg tem visto oportunidade de crescer no PGBL.

O agronegócio também sofre: depois de cortes na subvenção do governo ao seguro rural, a área plantada protegida por apólices caiu do pico de 14%, em 2021, para cerca de 3%, segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNSeg).

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Em setembro, uma lei sancionada por Lula tornou a subvenção ao seguro rural obrigatória. O efeito da mudança sobre a carteira de seguros agrícolas ainda não aparece nos números do setor.

A Bradseg ainda está no primeiro ano de operação como empresa separada da Bradsaúde e segue avaliando estrutura e governança para captar sinergias entre as duas companhias.