A Anvisa aprovou o registro do Yluméc, nova caneta de semaglutida da farmacêutica brasileira EMS para tratar diabetes tipo 2. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (31), mas o medicamento ainda não tem preço nem data para chegar às farmácias.
O Yluméc usa o mesmo princípio ativo de Ozempic e Wegovy, mas não é genérico. Foi registrado como similar, tendo como referência o Ozivy, outro produto da própria EMS já aprovado.
Foram liberadas quatro apresentações, todas em solução injetável, na concentração de 1,34 mg por mililitro. Antes de chegar às farmácias, o produto precisa passar pela análise da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), que define o valor máximo de venda.
O que muda para quem compra o remédio
O mercado brasileiro de semaglutida mudou depois que a patente do Ozempic venceu em março, abrindo espaço para concorrentes nacionais.
A própria EMS já vende o Ozivy, primeiro produto do tipo feito no Brasil, com preço de R$ 452 a R$ 498 definido pela CMED, contra cerca de R$ 900 cobrados pelas versões de menor dosagem do Ozempic.
A EMS afirma que pretende praticar preços cerca de 30% menores que os da concorrência estrangeira. Outros fabricantes também entraram na disputa, como a Germed, com o Semaclique, e a Eurofarma, que distribui o Extensior e o Poviztra.
A concorrência dos produtos nacionais já pressionou os preços no mercado: a Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, reduziu valores no Brasil, e a Eurofarma também anunciou cortes.
O que acontece agora
Até o preço do Yluméc ser definido pela CMED, o produto não pode ser vendido. A expectativa do setor é que a chegada de mais um concorrente amplie a pressão por preços menores no mercado de canetas para diabetes e emagrecimento.


























