A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta semana a apreensão do suplemento alimentar Newfit depois de identificar nele três substâncias não declaradas no rótulo: sibutramina, fluoxetina e furosemida. A agência também proibiu outros três produtos por irregularidades diferentes.
Segundo a Anvisa, o rótulo do Newfit, de responsabilidade da empresa RBB Top New, declarava conter apenas Chlorella, Spirulina, extrato de cúrcuma, psyllium e cromo. A análise que identificou as substâncias escondidas foi feita pelo Laboratório de Química da Unicamp.
A agência classificou a presença das substâncias não declaradas como indício de adulteração.
Das três substâncias, a sibutramina é um inibidor de apetite associado a risco cardiovascular e tem uso restrito no Brasil. A fluoxetina é um antidepressivo, e a furosemida, um diurético.
Nenhuma das três pode ser vendida sem prescrição médica, e a combinação delas, sem o conhecimento do consumidor, pode gerar interações perigosas.
A Anvisa também determinou o recolhimento de todos os suplementos alimentares da marca Shark Pro, da empresa RCA Labs. O motivo, segundo a agência, foram falhas graves nas Boas Práticas de Fabricação, incluindo ausência de controle de qualidade, armazenamento inadequado e falta de manutenção de equipamentos.
Outro produto proibido foi o Mounja Gummy, uma goma emagrecedora fabricada pela Bela Blue Beauty Ltda. A Anvisa apreendeu o produto por ele não ter registro, notificação ou cadastro na agência.
Por fim, a Anvisa determinou a apreensão de um lote falsificado do medicamento oncológico Trodelvy, fabricado pela Gilead Sciences Farmacêutica do Brasil. O lote identificado é o 10008808.
As quatro decisões foram publicadas nas resoluções RE nº 3.243 e RE nº 3.244, no Diário Oficial da União.


























