O atacante Richarlison publicou um vídeo nesta quarta-feira (21) acusando o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz de tirarem dele os direitos sobre um imóvel na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), no qual diz ter investido R$ 10 milhões.

A disputa começou em 2020, quando Richarlison afirma ter adquirido os direitos de ocupação do imóvel por meio de uma empresa da qual é sócio. Segundo o jogador, Flávio Bolsonaro demonstrou interesse na propriedade, mas ele se recusou a vendê-la.

Richarlison acusa o senador de se aliar a Willer Tomaz, amigo de Flávio, para tirar dele os direitos sobre o imóvel. Flávio nega envolvimento na disputa, embora tenha visitado a propriedade e conste como testemunha no processo judicial sobre a posse da casa.

Em nota ao g1, Willer Tomaz diz que sua empresa adquiriu legalmente os direitos sobre a ilha, e que Richarlison negociou com posseiros ilegítimos. A empresa do jogador perdeu em todas as instâncias, inclusive no STJ, que manteve a decisão a favor de Tomaz.

Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz são amigos e investigados pelo STF por suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo a PF, Flávio foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária ligada a Tomaz. Ambos negam as acusações e dizem não ter negócios em conjunto.

Aonde é que foi feito o trambique que tiraram do pai do bebê uma ilha que ele tinha pagado R$ 10 milhões por ela?

A pergunta é do presidente Lula (PT), que pediu nesta semana à PF que investigue a disputa. Em vídeo no Instagram, ele disse que o pedido do grupo de Tomaz foi concluído bem mais rápido que o de Richarlison, depois que Flávio entrou no caso.

O caso voltou à tona depois que o próprio jogador cobrou publicamente uma resposta. Em 3 de outubro, Richarlison já havia pedido à PF que investigasse a disputa pelo imóvel, questionando no Instagram: “Então devolve minha ilha!”

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A Polícia Federal também apura se Willer Tomaz pagou para apagar da internet conteúdos que o ligam a Flávio Bolsonaro, segundo apuração publicada nesta semana.

O que acontece agora

A Polícia Federal e o STF seguem apurando a suspeita de lavagem de dinheiro contra Flávio e Tomaz, sem prazo definido para conclusão.

A área da disputa pertence à União. O processo sobre o imóvel trata dos direitos de posse e ocupação do terreno, não da propriedade da ilha.