O Sudão autorizou nesta quarta-feira (21) a importação de carnes, aves, ovos férteis e material genético de bovinos e aves do Brasil, segundo nota conjunta do Mapa e do Itamaraty. A medida chega em meio à crise do Newcastle em Santa Catarina.
A autorização inclui carnes, produtos cárneos e miúdos de aves, bovinos e caprinos, além de aves de um dia e ovos férteis, segundo o Mapa. Também entram animais reprodutores, bovinos e búfalos, e embriões bovinos e bubalinos por técnicas in vitro e in vivo.
O Mapa confirmou em 18 de outubro um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de abate de perus em Nova Itaberaba, no interior de Santa Catarina. O foco foi identificado e interditado pelo Serviço Veterinário Oficial.
A ocorrência foi notificada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e aos parceiros comerciais do país. A Cidasc, agência sanitária catarinense, mantém operação de vigilância em 1.600 propriedades rurais na região de Nova Itaberaba.
Quais países restringiram o frango do Brasil?
Cinco países impuseram restrição depois do foco: Malásia e México suspenderam aves vivas, carne, miúdos e ovos férteis de todo o Brasil, enquanto Arábia Saudita, China e Chile limitaram a medida a produtos de Santa Catarina.
A TV Sim Brasil já mostrou que a Malásia suspendeu a compra de frango brasileiro depois do caso de Newcastle em Santa Catarina.
Horas depois, China, México e Chile também restringiram o frango catarinense pelo mesmo motivo, segundo o levantamento do setor avícola.
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Enquanto cinco parceiros reduzem a compra, o Sudão ampliou o acesso a produtos do Brasil. O mercado já projeta remanejamento, com frigoríficos do Paraná e do Rio Grande do Sul herdando parte da demanda hoje atendida por Santa Catarina, segundo analistas ouvidos pelo Agrimídia.
O que acontece agora
O Mapa afirma que mantém diálogo com os cinco países que restringiram as compras, sem prazo definido para o fim das medidas, enquanto a Cidasc segue monitorando as propriedades rurais da região de Nova Itaberaba.
O risco de embargo da China ao frango brasileiro já era discutido antes da abertura do Sudão, e o Mapa reforça que o consumo de produtos avícolas inspecionados permanece seguro.





























