A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, registrou receita de US$ 64,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 26% em relação a igual período de 2025 e acima da projeção de Wall Street, de US$ 63,37 bilhões.
O lucro, porém, foi pressionado por uma despesa extraordinária de US$ 9,89 bilhões, ligada a um acordo firmado em agosto para encerrar processos de procuradores-gerais de 52 estados americanos. Eles acusavam a empresa de projetar suas redes para estimular o uso compulsivo entre adolescentes.
Sem esse encargo, o lucro por ação teria sido de US$ 7,40, quase o dobro dos US$ 3,83 reportados. A Meta já havia sido condenada a pagar por danos a menores em outro processo nos Estados Unidos, em agosto.
O acordo prevê pagamentos de até US$ 18 bilhões ao longo de uma década, além de restrições ao uso do Facebook e do Instagram por adolescentes. Em troca, a empresa afastou o risco de um julgamento prolongado e a divulgação de documentos internos.
O lucro líquido somou US$ 9,86 bilhões, alta de 264% ante o mesmo trimestre de 2025. Parte dessa alta é um efeito contábil, não operacional, ligado a uma mudança na provisão para impostos.
A provisão para imposto de renda caiu de US$ 18,95 bilhões para US$ 3,14 bilhões no período.
Publicidade
A publicidade seguiu como principal fonte de receita, com US$ 63,06 bilhões, também alta de 26% na comparação anual. As impressões de anúncios subiram 10%, e o preço médio cobrado por anúncio avançou 14%.
Por que a Meta aumentou os gastos com IA
A Meta elevou a previsão mínima de investimento em 2026 para US$ 135 bilhões, ante os US$ 130 bilhões anteriores, mantendo o teto em US$ 145 bilhões. O dinheiro vai para centros de dados, chips e capacidade computacional de inteligência artificial.
A empresa também lançou, no trimestre, o Muse e o Muse Wonder, descritos como os primeiros modelos de ponta de IA da companhia. A meta é oferecer o que a empresa chama de "superinteligência pessoal para todos".
A aposta em IA já havia levado a Meta a investir bilhões em um executivo de 29 anos para liderar a área de inteligência artificial.
Em setembro, as plataformas da Meta somaram, em média, 3,64 bilhões de usuários ativos por dia, alta de 3% em um ano. A empresa também fechou outro acordo nos EUA para resolver questões ligadas à segurança de menores nas redes.





























