A Eneva concluiu nesta quarta-feira (21) a venda da térmica Porto do Itaqui, em São Luís (MA), para a Diamante Energia. Em fato relevante à CVM, a companhia informou que recebeu R$ 365,3 milhões em dinheiro e passou a deter 100% da PPTM.

A operação foi uma permuta: a Eneva transferiu a usina Itaqui à Diamante e recebeu, em troca, os 50% restantes das ações da Porto do Pecém Transportadora de Minérios (PPTM) que ainda não possuía.

O acordo também prevê um pagamento adicional de até R$ 467 milhões, corrigido monetariamente. O valor é condicionado à eventual antecipação do início do fornecimento de energia previsto no contrato do LRCap 2026, leilão da Aneel.

Com a venda, a Eneva sai de vez da geração a carvão mineral, segmento que já havia começado a deixar com a venda da UTE Pecém II, em agosto.

A companhia agora concentra a estratégia em gás natural, inclusive com uma entrada recente no setor de gás da Venezuela.

Reforçar seu diferencial de oferecer capacidade, flexibilidade e segurança eletroenergética ao sistema brasileiro de forma competitiva e alinhada aos desafios da transição energética.

É assim que a Eneva descreve o objetivo da nova estratégia, no documento enviado à CVM. Apesar da venda, a usina Itaqui segue operando sob a Diamante.

A térmica venceu o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) de 2026 e garantiu contrato por dez anos, de 2031 a 2041, já sob o novo controlador.

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A Eneva também busca negócios fora do país. Em outubro, a empresa avaliou campos de gás na Venezuela para ampliar a geração de energia.

O LRCap, leilão que garantiu a extensão do contrato de Itaqui, foi defendido pela Petrobras como instrumento de segurança energética para o país.

O que acontece agora

A Diamante Energia assume a gestão da térmica Itaqui, com extensão contratual até 2041. O pagamento contingente de até R$ 467 milhões só será definido se houver antecipação do fornecimento previsto no LRCap 2026.