O atacante Richarlison publicou um vídeo nas redes sociais neste sábado (17) pedindo à Polícia Federal que investigue a disputa pela posse de um imóvel em Angra dos Reis, que ele diz ter perdido para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz.

No vídeo, Richarlison afirma ter comprado o imóvel por R$ 10 milhões, entre 2020 e 2021, em sociedade com o ex-empresário Renato Velasco e o ex-dirigente de futebol Alencar da Silveira Júnior.

Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada.

Flávio não é parte do processo judicial entre Richarlison e Willer Tomaz, segundo o Poder360. Em 2022, quando o caso veio a público, o senador afirmou ter sido colocado como testemunha, sem relação com o tema.

O que diz a Justiça sobre o caso?

A disputa pelo imóvel começou em 2020, segundo a Folha de S.Paulo. Em 2022, a empresa M Locadora obteve mandado de reintegração de posse. O TJ-RJ e o STJ reconheceram a posse em favor dos representados por Willer Tomaz.

A Justiça do Rio de Janeiro extinguiu o processo movido pelos sócios de Richarlison em outubro de 2025, sem julgar o mérito, por renúncia de uma das partes. O caso foi arquivado após o trânsito em julgado, em janeiro de 2026.

Em manifestações anteriores, Flávio Bolsonaro negou qualquer atuação irregular e afirmou manter apenas relação de amizade com Willer Tomaz. O empresário disse ter adquirido os direitos sobre o terreno legalmente e pago R$ 5 milhões para regularizar pendências fiscais do imóvel.

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Não é a primeira vez que o nome do senador aparece em apuração da PF neste ano. Em julho, a PF concluiu que Flávio cometeu calúnia contra Lula, o que ele também nega.

O patrimônio declarado pelos presidenciáveis ao TSE varia de R$ 33 mil a R$ 242 milhões.

O que acontece agora

Richarlison diz que vai procurar a Polícia Federal e que, se reaver o valor investido, destinará parte do dinheiro a um hospital de Nova Venécia (ES), sua cidade natal.