PSB (15 deputados eleitos) e PDT (6) declararam nesta quarta-feira (21) apoio à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados. Com a adesão, o bloco que sustenta Motta soma 273 deputados, acima dos 257 necessários para vencer em 1º turno.

Os dois partidos se juntam a um grupo de dez legendas do Centrão, que já reunia 252 parlamentares eleitos para a legislatura que toma posse em fevereiro de 2027.

Por que PSB e PDT decidiram apoiar agora?

A nota conjunta cita o avanço da extrema direita na Câmara eleita em outubro. As legendas destacam, como resultado da gestão de Motta, o fim da escala 6x1, a reforma tributária, o financiamento do Suas e medidas para MEIs.

Diante da atual conjuntura política e institucional, marcada pelo avanço da extrema direita na composição da Câmara dos Deputados, entendemos que a construção de uma maioria com o centro democrático é fundamental para assegurar governabilidade.

A nota soma a isso o "compromisso estratégico com a reeleição do presidente Lula" como parte da motivação da aliança.

O PL é a maior bancada eleita para a próxima legislatura, com 121 deputados, mas fica longe dos 257 votos. A movimentação de PSB e PDT é lida como resposta direta ao fortalecimento do partido de Flávio Bolsonaro nas eleições de outubro.

Em 15 de outubro, o apoio somava 245 deputados do Centrão, antes da adesão de PSB e PDT.

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O favoritismo de Flávio já era apontado como ameaça à reeleição de Motta e Alcolumbre, e o avanço do PL era visto como risco à dupla desde o início de outubro.

O que acontece agora

A eleição da Mesa Diretora da Câmara ocorre em fevereiro de 2027, por voto secreto. Cada deputado pode votar de forma independente da orientação de seu partido, o que mantém o resultado em aberto mesmo com a base numérica a favor de Motta.

Até lá, Motta deve seguir negociando para transformar apoio partidário declarado em voto individual confirmado na hora da eleição.