O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta sexta-feira (25) o boato de que pretende tirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A primeira-dama Janja publicou uma foto do presidente Lula (PT) com a imagem da santa.
"Quem desrespeita a fé e o cristianismo é o Lula e a esquerda", disse Flávio, que classificou o boato como "uma grande mentira" sem "pé nem cabeça".
O boato ganhou força depois de um comentário feito no programa "Em Pauta", da GloboNews, na quinta (24). A emissora já se retratou pelo erro, mas a informação já havia viralizado nas redes sociais.
Na legenda, Janja escreveu: "Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!"
Não é a primeira vez que Janja atua diretamente na campanha. Em agosto, ela já convocou apoiadoras a buscar votos por Lula em Santa Catarina.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também se pronunciou. Disse que as tradições religiosas "estarão protegidas e preservadas" enquanto ele e Lula estiverem no governo. Chamou o Brasil de "um país que tem respeito por todas as religiões".
O que Flávio disse antes do boato
Em agosto, Flávio faltou ao primeiro debate presidencial, na Band, e disse que queria confrontar "quem não acredita em Deus". Depois, afirmou que, eleito, decretaria que "o Brasil é do Senhor Jesus Cristo".
As duas declarações, de conteúdo religioso, passaram a circular nas redes sociais associadas ao boato sobre a padroeira. Somadas à ausência no debate, alimentaram a distorção.
A maioria das denominações evangélicas não pratica a veneração de santos, o que torna incoerente a associação entre as falas e o título de padroeira.
O projeto de lei citado nas publicações que alimentaram o boato é de 2007, foi apresentado pelo então deputado e pastor Victório Galli e arquivado em 2008 — sem relação com Flávio Bolsonaro. Galli virou assessor especial da Presidência 11 anos depois, no governo de Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
Aliados de Flávio comparam o momento a uma fake news que atingiu a campanha de Fernando Haddad em 2018, sobre distribuição de mamadeiras em creches, e tentam conter o desgaste antes da reta final da campanha.





























