O Fluminense divulgou nota nesta sexta-feira (25) sobre a medida provisória que proíbe as bets no Brasil, assinada pelo presidente Lula no fim da tarde. O clube pediu um período de transição e alertou para o risco de prejuízo financeiro imediato.
O Tricolor das Laranjeiras chamou o debate sobre a proibição de "legítimo", citando preocupações reais com endividamento e vício. Mas defendeu que qualquer mudança precisa ser gradual.
"Uma mudança abrupta gera prejuízos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia."
A frase está na nota oficial do clube, que cita um exemplo concreto do impacto imediato.
"O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master", afirmou o clube.
O que o Fluminense pede ao governo
A nota lista quatro pontos que, segundo o clube, precisam ser considerados antes de qualquer decisão final sobre as bets.
O primeiro é a segurança jurídica: empresas que cumpriram a regulamentação e firmaram contratos não podem ser surpreendidas de um dia para o outro.
O segundo questiona a efetividade da proibição, já que o mercado clandestino tende a ocupar o espaço deixado pelas bets reguladas, sem fiscalização nem tributação.
O terceiro ponto é o impacto no esporte: os recursos das bets não sustentam só o time profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos do clube.
O quarto é a arrecadação pública, que segundo o Fluminense "gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde".
O tamanho do impacto no futebol brasileiro
Atualmente, 14 dos 20 times da Série A do Campeonato Brasileiro exibem marca de casa de apostas no espaço mais nobre da camisa. As bets forneceram mais de R$ 1 bilhão aos clubes brasileiros em contratos de patrocínio só em 2025.
O Fluminense não foi o único a reagir. Os clubes já haviam assinado um manifesto conjunto contra o fim das bets em setembro, e o próprio setor de apostas também promete recorrer à Justiça contra a MP.
O que acontece agora
O governo já havia sinalizado a assinatura da MP nos dias anteriores ao anúncio desta sexta.
Pela MP, as plataformas de apostas saem do ar em 6 de outubro. A medida ainda precisa ser votada pelo Congresso, que tem até 120 dias para decidir se ela vira lei.





























