O deputado federal Mendonça Filho (PL) perdeu a disputa pelo Senado de Pernambuco no primeiro turno de outubro, ficando em terceiro lugar com 18,57% dos votos. É a sexta derrota dele em eleições majoritárias no estado, mais que qualquer outro político desde a redemocratização.
No domingo (4), o Senado por Pernambuco ficou com Humberto Costa (PT), reeleito com 27,19% dos votos, e Marília Arraes (PDT), eleita com 24,97%. Mendonça Filho somou 1.728.587 votos, 18,57% do total.
A disputa pelo Senado já era vista como um duelo decidido mais pelas chapas do que pelos nomes isolados.
A corrida ao Senado disputada por Mendonça Filho ocorreu no mesmo pleito em que Pernambuco definiu o governo do estado, entre João Campos (PSB) e Raquel Lyra (PSD), disputa que ficou embolada até a reta final da campanha.
Publicidade
Por que ele soma tantas derrotas?
Mendonça Filho nunca venceu uma eleição majoritária como titular da chapa. Foi vice-governador de PE em 1998 e 2002, assumiu o governo quando Jarbas Vasconcelos renunciou para disputar o Senado, e perdeu a reeleição em 2006.
Mendonça também perdeu três disputas pela Prefeitura do Recife e as duas eleições para o Senado que disputou, em 2018 e 2026. Em nenhuma delas chegou perto da vitória como titular da chapa.
Publicidade
O cientista político Felipe Ferreira Lima afirma que "todo político tem o seu teto de crescimento". Segundo ele, Mendonça Filho tem dificuldade para ultrapassar esse teto de votos necessário para a vitória, somada a problemas de estratégia.
O que acontece agora
Depois do resultado, Mendonça Filho anunciou que vai dedicar a estrutura de campanha à candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro. Em publicação nas redes sociais, ele disse:
A direita cresceu e cresceu bastante, fortalecendo inclusive o palanque de Flávio Bolsonaro, que deve ir para o segundo turno, em que eu faço questão de liderar o processo eleitoral, coordenando a campanha de Flávio aqui no estado.
Mendonça Filho se soma a outros aliados que já se voltam para o 2º turno presidencial, como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que foi a Brasília ajudar Flávio Bolsonaro logo depois da eleição.





























