A disputa pelas duas vagas do Senado por Pernambuco tem Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) empatados em 19% cada, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Mendonça Filho (PL) aparece com 12%, dentro da margem de erro dos líderes.

Os números escondem uma disputa estruturada em torno de duas chapas e um nome avulso. Marília e Humberto concorrem juntos, aliados do candidato ao governo João Campos (PSB). Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte formam a chapa da governadora Raquel Lyra (PSD).

Mendonça Filho concorre sozinho e representa o bolsonarismo na disputa. O empate técnico no topo e a proximidade entre os dois segundo colocados não são coincidência. Cada chapa governista elegeu sua dupla de forma simétrica.

Na rodada anterior, de 24 de setembro, Humberto tinha 17% e subiu dois pontos; Marília se manteve em 19%. Mendonça Filho caiu de 13% para 12%.

Eduardo da Fonte ficou estável, com 10%.

Outro instituto, o Quaest, já havia mostrado Marília à frente da disputa pelo Senado em levantamento anterior, na mesma faixa de liderança.

Na pesquisa espontânea, sem a lista de nomes, 52% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para o Senado, embora o percentual tenha caído dos 58% de setembro. Nesse cenário, Humberto aparece à frente, com 12%, e Marília tem 11%.

O Datafolha ouviu 1.204 eleitores com 16 anos ou mais em 48 municípios de Pernambuco, entre 28 de setembro e 1º de outubro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

O levantamento foi contratado pela Folha e pela TV Globo e está registrado no TSE sob o número PE-06822/2026.

Por que Humberto Costa e Marília Arraes disputam juntos?

Humberto Costa busca a reeleição ao lado de Marília Arraes porque os dois integram a chapa de apoio a João Campos (PSB), candidato ao governo de Pernambuco em disputa acirrada com Raquel Lyra.

Do outro lado, Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte representam Raquel Lyra no Senado. A governadora e João Campos seguem tecnicamente empatados na disputa pelo governo, segundo outro levantamento.

O que falta decidir no Senado de PE

A disputa pelas duas vagas do Senado de Pernambuco está amarrada à eleição para o governo do estado, hoje tecnicamente empatada entre João Campos e Raquel Lyra. Nenhuma das chapas de senadores abriu vantagem decisiva até agora.

A pergunta que falta responder é se o resultado da disputa estadual vai arrastar consigo as vagas do Senado, ou se os eleitores vão escolher os nomes de forma independente do governo.