A cobertura das eleições de 2026 criou um clima de tensão nos bastidores da Globo. Jornalistas da emissora formalizaram reclamações à direção sobre críticas que artistas do elenco fizeram nas redes sociais à cobertura eleitoral, segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S.Paulo.

O humorista Paulo Vieira criticou o tom adotado pelos apresentadores César Tralli e Renata Vasconcellos na entrevista com o candidato Flávio Bolsonaro (PL). Questionou por que o presidente Lula (PT) não foi questionado sobre soberania nacional e tarifas.

O que disseram os artistas

Vieira avaliou que entrevistar um candidato que apresenta informação falsa sem contraponto pode significar desserviço, já que faltaram interrupções na entrevista. Sergio Guizé também gerou desconforto ao questionar os critérios do Jornal Nacional com os dois principais candidatos.

Publicações da atriz Sophie Charlotte e do ator José de Abreu, também com críticas à cobertura eleitoral, foram levadas à direção da Globo pelos próprios jornalistas.

Como a emissora reagiu

Entre jornalistas, existe a percepção de que as manifestações contribuem para um clima de hostilidade em torno da Globo e podem estimular ataques nas redes contra a cobertura. A emissora não se manifestou até a publicação da coluna, nesta terça (6).

O episódio ocorre num momento em que artistas de todo o espectro político se dividem publicamente entre os candidatos ao 2º turno, com Lula somando muito mais apoios declarados de famosos do que Flávio Bolsonaro.

Não é a primeira vez que a cobertura do JN gera ruído político: a sabatina de Renan Santos em agosto também repercutiu. As sabatinas com os 6 presidenciáveis já haviam sido alvo de críticas de campanhas.