O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) declarou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (6), em evento em Goiânia. Caiado teve 2,18% dos votos no primeiro turno, equivalente a 2,6 milhões de eleitores, e ficou em quinto lugar na disputa de domingo (4).
Em Goiás, Caiado teve sua melhor votação do país: 12,33% dos votos, 472 mil eleitores. É bem menos que os 1,8 milhão de votos com que foi reeleito governador do estado quatro anos antes.
O apoio marca uma virada. Durante o primeiro turno, Caiado chamou Flávio de "ladrão" e usou uma peça de campanha com um busto de madeira do candidato, em referência ao Pinóquio, para questionar declarações dele que depois se mostraram falsas.
Nesta terça, Caiado explicou a mudança:
Fui duro porque queria ser presidente, mas não ganhei, quem ganhou foi ele, então terá meu apoio.
"Você tem todo o apoio do Estado de Goiás. 243 prefeituras vão estar com você", disse Caiado, ao lado de Flávio, durante o anúncio em Goiânia.
O evento reuniu também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Os dois foram reeleitos ou eleitos no primeiro turno de domingo.
Caiado entregou a Flávio uma agenda de "convergência", com propostas em comum entre os dois. Ele destacou segurança pública, combate à criminalidade e equilíbrio fiscal como prioridades compartilhadas.
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No primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos contra 45,16% de Lula (PT). Os dois se enfrentam no segundo turno em 25 de outubro.
Caiado é o terceiro nome derrotado no primeiro turno a declarar apoio a Flávio. Antes dele vieram o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ex-presidente Michel Temer (MDB), embora o apoio de Zema pese menos do que parece no tabuleiro eleitoral.
O presidente do PSD, Gilberto Kassab, que concorreu como vice na chapa de Caiado, havia escolhido a neutralidade no segundo turno. Caiado se afastou dessa posição dois dias depois do resultado do primeiro turno.
A movimentação já era sinalizada por aliados desde o fim de setembro, quando parte do entorno de Caiado deu as primeiras pistas do apoio a Flávio.
É a confirmação de um alinhamento que o próprio Caiado resistiu em admitir durante toda a campanha de primeiro turno.
O que acontece agora
Flávio segue reunindo apoios e fechando agenda de debates com Lula até o segundo turno, em 25 de outubro. Caiado afirmou que vai atuar na campanha "de corpo inteiro", com foco em Goiás, estado em que obteve sua melhor votação no primeiro turno.































