Seis políticos tradicionais perderam a disputa pelo Senado nas eleições de 2026, incluindo Renan Calheiros (MDB-AL), que sai da Casa após 32 anos, e Ciro Nogueira (PP-PI). José Dirceu (PT-SP) e Jorge Viana (PT-AC) tentaram retornar e também fracassaram no pleito de domingo (4).
Completam a lista dos derrotados Gleisi Hoffmann (PT-PR), Benedita da Silva (PT-RJ), Esperidião Amin (PP-SC) e Randolfe Rodrigues (PT-AP).
Para o cientista político Renato Dolci, no programa O Grande Debate Eleições, da CNN, o resultado marca o fim de um ciclo. "Esse bloco é o que mais sofreu", disse o analista, referindo-se aos políticos tradicionais que não conseguiram se reeleger ou voltar ao Congresso.
Quem são os políticos que cresceram no lugar deles?
No lugar dos nomes tradicionais, cresceram os chamados "políticos influencers": parlamentares com forte presença digital, como Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP) e Eduarda Campopiano (PL-SP). Dolci chama esse grupo de segundo bloco do novo mapa eleitoral.
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É uma mobilização contínua da política, é um contato contínuo com esses perfis, é uma comunidade política organizada em torno de canais contínuos de comunicação.
A avaliação é do próprio Dolci sobre o que explica o sucesso desse perfil de candidato nas urnas. Segundo ele, esses parlamentares mantêm conexão direta com seguidores nas redes e com suas bases ideológicas, o que teria se traduzido em votos.
Nikolas Ferreira recebeu 3.119.318 votos em Minas Gerais, repetindo o posto de deputado federal mais votado do país pela segunda eleição seguida. Em 2022, ele havia somado 1.492.047 votos.
O PL elegeu 21 deputados federais só em Minas, a maior bancada estadual do partido no Brasil.
O que aconteceu com Renan Calheiros?
Renan Calheiros ficou em terceiro lugar na disputa pelo Senado em Alagoas, com 22,43% dos votos, e vai deixar o cargo pela primeira vez em 32 anos depois de perder para Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).
Com 96,1% das urnas apuradas, Lira obteve 28,98% dos votos e Marina, 28,04%. Renan ficou cerca de 195 mil votos atrás da segunda colocada, encerrando um ciclo que começou em 1995, quando chegou ao Senado pela primeira vez.
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O que acontece agora?
Os senadores derrotados mantêm o mandato até o início de 2027, quando toma posse o novo Senado eleito, mais alinhado à oposição ao STF e formado em meio à mesma onda que tirou Renan Calheiros e outros seis nomes tradicionais da Casa.
A Câmara dos Deputados também chega renovada. O perfil da nova bancada eleita tem mais deputados brancos do que em qualquer legislatura desde 2014, segundo levantamento do TSE.
Em Minas Gerais, a renovação aparece na outra ponta: Ana Elisa foi eleita aos 21 anos, a deputada estadual mais jovem do estado, no mesmo pleito em que Nikolas Ferreira consolidou a marca de deputado mais votado do país.





























