O vale-refeição pagou, em média, apenas 9 dias úteis de almoço por mês no primeiro semestre de 2026 — um dia a menos do que no mesmo período de 2025, quando o benefício cobria 10 dias. Os dados são de um levantamento da Pluxee, empresa especializada no setor.
Em Minas Gerais, o benefício rende mais do que em qualquer outro estado: são 13 dias úteis cobertos por mês, a maior média do país. Rio de Janeiro e São Paulo vêm logo atrás, com 12 dias cada.
Na outra ponta, Roraima tem a menor cobertura, com 6 dias úteis, seguida do Maranhão, com 7 dias, e de Acre e Rondônia, com 8 dias cada.
Cobertura caiu de 19 dias úteis em 2019 para 9 em 2026
A série histórica do levantamento mostra perda contínua de poder de compra. Em 2019, o vale-refeição cobria 19 dias úteis de alimentação no mês. Em 2022, foram 13 dias; em 2023, 11; e em 2024 e 2025, 10 dias em cada ano. O patamar de 2026 é menos da metade do registrado sete anos antes.
O descompasso aparece nos valores. Segundo a pesquisa, o ticket médio de uma refeição chegou a R$ 44,69, com alta de 4,3%, enquanto o valor creditado mensalmente no benefício ficou em R$ 583,75, com alta de 1,5%. Na prática, o preço do almoço subiu quase três vezes mais que o crédito do vale.
As publicações que divulgaram a pesquisa não informaram a metodologia do levantamento: período de coleta, base de dados e número de transações analisadas não foram detalhados.














