O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) anunciou nesta quarta-feira (29) que desistiu de disputar as eleições deste ano. Ele deixa a chapa em que seria suplente de André do Prado (PL) na corrida ao Senado por São Paulo. O anúncio foi feito em publicação na rede social X.

"Após ouvir advogados em quem confio e refletir profundamente sobre o atual cenário brasileiro, decidi não seguir adiante com o registro da chapa", escreveu. Ele alegou "grave insegurança jurídica" e o que classificou como "evidente perseguição política contra mim e minha família". Segundo o ex-deputado, ele foi aconselhado a não criar circunstâncias que pudessem comprometer "uma candidatura ao Senado que considero estratégica".

A avaliação de Eduardo era de que sua candidatura seria impugnada pela Justiça Eleitoral. Ele reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025 e foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por coação no curso do processo, em ação relacionada a articulações feitas no exterior contra o julgamento do pai, Jair Bolsonaro.

Quem fica com as vagas de suplente

Com a saída, Fernando Fiori de Godoy (PL), ex-prefeito de Holambra, que era o segundo suplente da chapa, passa à condição de primeiro suplente. Para a segunda suplência, Eduardo indicou uma aliada: a vereadora da capital paulista Rute Costa.

"Conversei com o Eduardo sobre quem ele queria indicar (para a segunda suplência), e ele indicou a nossa vereadora (da capital) Rute Costa", afirmou André do Prado. Presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Prado foi indicado para disputar o Senado na chapa do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), ocupando a vaga que estava destinada a Eduardo.

O plano original da articulação

Antes da desistência, André do Prado afirmava publicamente que Eduardo Bolsonaro seria seu suplente na disputa pelo Senado. A estratégia inicial previa que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial, Prado abriria caminho para que Eduardo retornasse ao Brasil e ocupasse a vaga no Senado.

O rearranjo da chapa da direita paulista já vinha sendo desenhado desde a condenação de Eduardo, e aliados de Prado avaliavam, antes do anúncio, que o ex-deputado ficaria fora da nominata. As convenções partidárias que definem as chapas estão previstas até 5 de agosto.