Duas chuvas de meteoros atingem o pico simultaneamente nas madrugadas de quinta-feira (30) e sexta-feira (31), e o espetáculo poderá ser acompanhado do Brasil. A principal delas é a Delta Aquáridas do Sul, acompanhada pelas Alfa Capricornídeas, informaram Band e Gazeta do Povo.

Segundo O Tempo, que citou a Agência Espacial Brasileira e a NASA, em condições favoráveis de observação e com um pouco de sorte será possível avistar até 25 meteoros por hora. A Band detalhou a conta: a Delta Aquáridas do Sul deve render entre 15 e 25 meteoros por hora, com rastros rápidos e esbranquiçados, enquanto as Alfa Capricornídeas produzem cerca de 5 por hora, com destaque para bolas de fogo intensas e coloridas.

O hemisfério Sul é a melhor região do planeta para acompanhar o fenômeno, de acordo com a NASA citada por O Tempo — a Exame também registrou que a chuva é mais favorável a observadores do Hemisfério Sul, o que inclui o Brasil. O ponto do céu de onde os meteoros parecem surgir, o radiante, fica na constelação de Aquário.

A Lua é o principal obstáculo

O grande empecilho neste ano é a iluminação natural do céu. Conforme a Exame, a Lua cheia de julho ocorre no dia 29, dois dias antes do pico, e pode encobrir os meteoros mais fracos. A Band informou que o satélite estará com 98% da superfície iluminada, o que reduz a visibilidade dos rastros menos intensos — ainda que os meteoros mais brilhantes permaneçam visíveis. A Gazeta do Povo também apontou a Lua cheia, chamada de Lua do Cervo, como fator que pode prejudicar a visualização.

Para contornar o problema, a Exame recomendou procurar um local em que a Lua esteja bloqueada por um prédio, uma árvore ou uma elevação do terreno.

Como observar

Não é preciso telescópio nem binóculo: a observação deve ser feita a olho nu, orientaram O Tempo, a Band e a Gazeta do Povo. Segundo a Band, o melhor horário vai da meia-noite ao amanhecer, com janela ideal entre 2h e 4h da manhã, e a recomendação é buscar zonas rurais, regiões serranas ou praias afastadas da poluição luminosa. A emissora também sugere de 20 a 30 minutos de adaptação dos olhos ao escuro, sem usar o celular nesse intervalo.

O Tempo acrescentou que quem está na cidade deve se deslocar para locais mais escuros, evitar luzes fortes e telas e conferir a previsão do tempo, já que o céu limpo é essencial. A Gazeta do Povo sugere permanecer observando por pelo menos 30 minutos.

De acordo com a Band, os fragmentos que produzem as Delta Aquáridas vêm do cometa 96P/Machholz, e os das Alfa Capricornídeas, do cometa 169P/NEAT; eles atingem a atmosfera a velocidades entre 20 e 40 km/s. Para quem perder o pico desta semana, a próxima grande oportunidade é a chuva das Perseidas, com pico em 12 e 13 de agosto — desta vez sob céu de lua nova, cenário que favorece a visibilidade, segundo a Exame; a Gazeta do Povo também lista as Perseidas para 12 e 13 de agosto.