Um terremoto de magnitude 7 atingiu a região de Nagqu, no norte do Tibete, por volta das 22h33 locais (11h33 de Brasília) desta quinta-feira (22). O tremor matou 16 pessoas e feriu outras 32, 11 delas em estado grave, segundo a Xinhua.
Segundo o Centro de Redes Sismológicas da China (Cenc), o epicentro ficou no povoado de Maru, no distrito de Baqên, dentro da jurisdição de Nagqu, numa profundidade de 10 km.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) localizou o abalo 191 km a nordeste da cidade de Nagqu, com profundidade de 18 km. A agência estima que cerca de 111 mil pessoas sentiram tremor moderado a severo na região.
Dos 32 feridos, 11 estão em estado grave e 21 sofreram ferimentos leves, segundo a Xinhua. No distrito de Baqên, onde fica o epicentro, 339 casas desabaram, informou a mídia estatal chinesa.
Equipes de bombeiros e resgate foram mobilizadas para a região afetada.
A TV Sim Brasil já havia registrado o alerta inicial do terremoto horas antes da confirmação do número de mortos pela Xinhua.
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O tremor é o mais forte a atingir a China desde janeiro de 2024, segundo o Cenc. A diferença no número de mortos entre terremotos de magnitude parecida costuma refletir a densidade populacional da área atingida.
Em 2010, um tremor de magnitude 7,1 atingiu Yushu, na província vizinha de Qinghai, e matou ao menos 2.698 pessoas, com quase 300 desaparecidos.
A altitude média num raio de 5 km do epicentro atual é de cerca de 4.864 metros, numa das áreas mais altas e menos povoadas da China, segundo o Cenc.
O tremor no Tibete tem magnitude parecida à do terremoto que atingiu o Panamá em outubro, que não deixou mortos, segundo registrou a TV Sim Brasil na ocasião.
A diferença de impacto entre terremotos de magnitude semelhante também ajuda a explicar por que o Brasil, mesmo perto de áreas sísmicas das Américas, quase não treme.
Uma réplica de magnitude 5,2 foi registrada logo após o abalo principal. Uma série de tremores menores, entre magnitude 3 e 4, atingiu as regiões vizinhas nas horas seguintes, segundo dados do Cenc.
O que acontece agora
Equipes de resgate seguem na região em busca de desabrigados. O governo chinês ainda não divulgou balanço sobre quantas pessoas ficaram sem moradia.
Segundo a CNN, o terremoto cortou energia elétrica e telecomunicações numa das áreas mais altas e menos povoadas da China.

































