Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu o centro do Panamá na sexta-feira (9), destruindo escolas, hospitais, pontes e estradas nas províncias de Los Santos, Herrera, Coclé e Veraguas. Até este domingo (11), não havia mortes registradas, mas mais de 2 mil pessoas estavam desabrigadas.
Em Torio, 40 casas desabaram, entre elas a de Ciprián González.
Estamos em uma situação crítica. Queremos ajuda das autoridades, que não nos abandonem, por favor.
O presidente José Raúl Mulino visitou uma das áreas atingidas neste domingo e prometeu comida e água para quem mais precisa, mas reconheceu que muitas estradas seguem bloqueadas. "O importante é que não houve vítimas fatais. Os danos materiais nós vamos resolver", disse.
Ao todo, o terremoto deixou mais de 2 mil desabrigados, cerca de 900 moradias e 400 escolas afetadas, segundo o governo panamenho. Pelo menos 27 pessoas ficaram feridas, e mais de 200 réplicas foram registradas até domingo.
O tremor também afetou viajantes brasileiros: a confusão aérea provocada pelo desastre deixou um grupo de brasileiros retido em Orlando, nos Estados Unidos.
O governo decretou estado de emergência no sábado (10) para liberar US$ 100 milhões (R$ 499 milhões) em ajuda humanitária. Segundo o Ministério da Economia, a declaração permite gastar o valor sem romper a meta de déficit fiscal de 3,5% do PIB para 2026.
O terremoto de 2026 teve magnitude maior que o de 1991, na província de Bocas del Toro, que matou 23 pessoas, feriu 559 e deixou mais de 5 mil desabrigados.
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Desta vez, apesar da magnitude 7,7 contra 7,4 do episódio anterior, nenhuma morte foi registrada. O tremor atual fica muito abaixo dos maiores já registrados na história, mas ainda é considerado de grande porte.
O tremor foi causado pelo Sistema de Falhas Azuero-Soná, segundo o Instituto de Geociências do Panamá.
O país está numa das zonas mais ativas da América Central: fica no contato entre as placas de Cocos, Nazca, Caribe e América do Sul, e já teve ao menos 13 terremotos acima de magnitude 7 desde 1900.
O Brasil, por comparação, só deve sentir um tremor dessa força, em média, uma vez a cada 500 anos, por estar longe de bordas de placas tectônicas.
O que falta na resposta ao terremoto
O governo liberou US$ 100 milhões em ajuda, mas não detalhou publicamente como o valor será dividido entre as quatro províncias atingidas. Moradores como Ciprián González seguem esperando que a ajuda chegue às comunidades mais remotas, ainda sem energia elétrica em alguns pontos.





























