O Panamá declarou estado de emergência neste sábado (10) após o terremoto que atingiu o país um dia antes, com magnitude estimada entre 7,2 e 7,7, conforme a fonte consultada. Ao menos 27 pessoas ficaram feridas, sem registro de mortes até o momento.
O caso expõe um contraste geológico. O Panamá fica sobre um encontro de placas tectônicas, no Cinturão de Fogo do Pacífico, enquanto o Brasil está bem no meio da Placa Sul-Americana, afastado das bordas onde elas se chocam.
Por que o Brasil quase não sente terremoto?
O Brasil quase não sente terremoto porque fica longe das bordas de placas tectônicas, onde o atrito entre elas libera a energia dos tremores mais fortes.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o país registra cerca de 20 sismos acima de magnitude 3,0 por ano, mas só 2 passam de magnitude 4,0.
Um terremoto de magnitude 7,0 ou mais, como o que atingiu o Panamá, ocorre no Brasil em média uma vez a cada 500 anos.
O maior já registrado no país foi em 27 de janeiro de 1955, na Serra do Tombador, no norte do Mato Grosso: magnitude 6,2, bem abaixo do tremor panamenho. Isso não significa imunidade total.
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Por estar no interior da placa, o Brasil sente com frequência os tremores dos países vizinhos, que ficam na borda andina. Em agosto, um terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia foi sentido em Manaus.
Dias depois, o Brasil enviou ajuda à Colômbia, onde a contagem de mortos chegou a 287. No mesmo mês, um tremor no Peru levou à evacuação da Assembleia Legislativa do Acre.
O Panamá, por sua vez, já registrou abalos fortes antes: em 1991, um terremoto de magnitude 7,4 na província de Bocas del Toro matou 23 pessoas e deixou mais de 5 mil desabrigados.
O ponto em aberto
A diferença de risco não torna o Brasil livre de qualquer preparo: tremores de magnitude 3 e 4 já foram sentidos em prédios de cidades como Manaus e Rio Branco.
A pergunta que o episódio no Panamá deixa é até que ponto o país está pronto para o dia, ainda distante, em que a estatística de 500 anos se repetir.





























