A Biomm informou, na sexta-feira (6 de novembro), que o presidente do conselho de administração, Claudio Lottenberg, pediu licença temporária do cargo. A empresa não divulgou os motivos do afastamento. Luiz Alves Paes de Barros assume a presidência interina, com efeito imediato.

O conselho também decidiu, em 29 de outubro, indicar Davi Khattar, hoje suplente, como membro efetivo, e recebeu o currículo de Cilair Rodrigues de Abreu, indicado pelo BNDESpar para uma cadeira no colegiado.

Lottenberg também preside o Conselho Deliberativo do Hospital Israelita Albert Einstein, de onde pediu licença em setembro, depois de ser anunciado por Flávio Bolsonaro como opção para o Ministério da Saúde em caso de vitória na eleição.

Lula foi reeleito no 2º turno, em outubro, com 51,79% dos votos válidos contra 48,21% de Flávio.

O que explica a crise na Biomm

O maior acionista da Biomm é o Fundo Cartago, ligado ao banqueiro preso Daniel Vorcaro, com 25,86% da empresa. A fatia, avaliada em cerca de R$ 250 milhões, pertence hoje à massa falida do Banco Master e terá de ser vendida.

O processo de venda pode levar até um ano, segundo o NeoFeed. O BNDES, por meio do BNDESpar, detém 5,12% da companhia, e o fundo BTG/LAB FIA, 9,62%.

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Mesmo com o acionista problemático, a Biomm projeta equilibrar as contas em 2026, depois de reduzir o prejuízo trimestral em mais de um terço na comparação anual.

A troca de CEO da empresa, com a saída de Heraldo Marchezini em dezembro e a chegada de Guilherme Maradei em janeiro, foi decidida dois anos atrás e não tem relação com o caso Master.

O que acontece agora

A diretoria da Biomm não detalhou os motivos da nova licença de Lottenberg. O prazo para a venda da fatia do Fundo Cartago, ligada ao Banco Master, segue em aberto.

Vorcaro segue preso. Na mesma sexta-feira (6 de novembro), o cunhado dele teve a soltura negada por Fachin, que também deu 15 dias para a PGR se manifestar sobre o indiciamento do banqueiro.

Vorcaro, por sua vez, recorreu à OEA contra a prisão preventiva.