A partir desta terça-feira (1º de setembro), começa a valer o primeiro lote da cota extra de carne bovina que os Estados Unidos abriram a fornecedores como o Brasil. São 300 mil toneladas ao todo, liberadas em três lotes de 100 mil, por ordem de chegada, até novembro.
A cota havia sido anunciada por Trump em 21 de agosto, mas só foi formalizada por decreto cinco dias depois, em 26 de agosto.
A medida vale para aparas magras, usadas na produção de carne moída, e não é exclusiva do Brasil. Entra na categoria "outros países" e concorre com fornecedores como Austrália e Uruguai.
A Argentina tem cota própria de 80 mil toneladas, definida em fevereiro, separada desta. Já a cota regular compartilhada entre os países, sem o adicional, soma cerca de 52 mil toneladas.
Dentro da cota extra, a tarifa é bem menor do que a aplicada fora dela, de 26,4%.
Há uma condição pouco divulgada até agora. O governo americano espera que a carne importada chegue ao consumidor dos Estados Unidos 25% mais barata que o preço de mercado da carne moída.
Se a redução não se refletir na prateleira, a cota remanescente pode ser cancelada.
O Brasil já vinha ganhando espaço no mercado americano mesmo pagando a tarifa mais alta. Entre janeiro e julho, exportou 209,6 mil toneladas de carne bovina aos Estados Unidos, alta de 23,9% sobre o mesmo período de 2025, por cerca de US$ 1,28 bilhão.
A vigência do primeiro lote coincide com nova rodada de negociação sobre o tarifaço entre Brasil e Estados Unidos. O ministro Márcio Elias Rosa e o representante comercial americano, Jamieson Greer, têm reunião virtual marcada para as 14h30 desta segunda (31).
É a segunda rodada desde que o encontro foi agendado, após conversa entre Lula e Trump. O governo brasileiro também já reagiu ao tarifaço com a prorrogação por um ano do prazo de drawback para exportadores.



























