A Mega-Sena chega ao quarto sorteio seguido sem ganhador nesta terça-feira (1º de setembro), com prêmio estimado em R$ 36 milhões. A chance de uma aposta simples, com seis números, acertar as seis dezenas sorteadas é de 1 em 50.063.860.
O último ganhador saiu no concurso 3.048, em 23 de agosto, com prêmio de R$ 57,2 milhões para uma única aposta. Desde então, os concursos 3.049, 3.050 e 3.051 acumularam.
A aposta vencedora de agosto não tem cidade nem estado registrados. Foi feita pelo canal eletrônico da Caixa, pela internet ou pelo aplicativo, sinal de como o apostador vem migrando da lotérica de bairro para o celular.
Para efeito de comparação, a chance de acertar cinco dezenas (a quina) é de 1 em 154 mil, e a de acertar quatro (a quadra) fica perto de 1 em 2 mil.
É essa diferença de escala que explica por que a maioria de quem joga nunca vê o prêmio principal.
Para onde vai o dinheiro
Nem todo o valor arrecadado vira prêmio. Uma fatia de cerca de 40% do total tem destino certo, definido em lei, para programas sociais, haja ou não ganhador naquele sorteio.
A Seguridade Social recebe 17,32% da arrecadação, o Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) fica com 7,76%, e o Ministério do Esporte, com 2,49%. Cultura e segurança pública também recebem parte, sem percentual divulgado.
Há ainda um reforço automático para a educação. Prêmios não reclamados em até 90 dias, de qualquer faixa, são revertidos para o FIES, mecanismo que garante ao fundo estudantil dinheiro extra sempre que um ganhador esquece ou desiste de retirar o prêmio.
O que fica de positivo
Chova ou faça sol, tenha ganhador ou não, o mecanismo de repasse funciona sozinho. A cada aposta, uma parte já está garantida para a seguridade social, o esporte e o financiamento estudantil, antes mesmo de qualquer prêmio ser sorteado.
É o dinheiro que não depende da sorte de ninguém.


























