A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, confirmou o congelamento de US$ 2,54 bilhões em ativos digitais na quinta-feira (29 de outubro), após suspeita de um ataque hacker às suas carteiras quentes. A empresa diz que os fundos dos clientes estão seguros.
O valor pode aumentar, segundo a Binance, que trabalha com agências de aplicação da lei, emissores de tokens e empresas de inteligência em blockchain para rastrear e congelar ativos adicionais.
A Binance cobrirá todas as perdas decorrentes de ataques cibernéticos.
A promessa é de Yi He, cofundadora da corretora. Changpeng Zhao, o CZ, cofundador e maior acionista da Binance, escreveu no X: "Parece mesmo que houve um ataque hacker à Binance".
CZ não administra mais a empresa no dia a dia, mas agradeceu publicamente o apoio de outras duas empresas do setor. A Tether congelou cerca de US$ 971 milhões e a Circle, cerca de US$ 823 milhões, em suas respectivas stablecoins ligadas ao episódio.
O CEO da Tether, Paolo Ardoino, afirmou que a empresa já havia congelado mais de US$ 1,567 bilhão em USDT relacionados ao possível ataque.
A Ripple também entrou na operação e congelou cerca de US$ 200 milhões em fundos, segundo o vice-presidente sênior de stablecoins da empresa, Jack McDonald.
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O Bitcoin caiu até 3,7% e fechou abaixo de US$ 79 mil, o menor valor desde setembro, puxando o restante do mercado de criptomoedas para baixo.
A desconfiança sobre a segurança da maior corretora do setor contagiou o apetite por risco mesmo fora das criptomoedas. O índice de tecnologia Nasdaq 100 também fechou em baixa.
A oscilação reforça a volatilidade recente do Bitcoin: em setembro, a moeda já havia caído com o mercado de olho na decisão do Fed sobre os juros, e em agosto chegou a disparar 23% numa semana só, no Brasil.
Miguel Morel, CEO da empresa de inteligência em blockchain Arkham, disse que os dados indicam que bilhões de dólares parecem ter sido roubados da Binance por um agente ainda não identificado. A causa exata do incidente não foi confirmada até a publicação desta matéria.
No Brasil, o episódio chega num momento de maior fiscalização do setor: desde o ano passado, o Banco Central passou a exigir auditoria para empresas de criptomoedas que operam no país.































