O bitcoin operava em queda de 0,62% nesta sexta-feira (25), cotado a US$ 83.968, segundo a plataforma Binance. O mercado está cauteloso com a possibilidade de o Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, elevar os juros americanos.

Por volta das 16h (em Brasília), o Ethereum subia 0,09%, a US$ 2.693,37, também segundo a Binance. Ao câmbio do dia, de R$ 5,18 por dólar, um único bitcoin valia cerca de R$ 435 mil. Analistas ainda tentam entender os valores de suporte do ativo.

O temor de juros mais altos nos EUA já vinha crescendo. Nesta semana, o Fed sinalizou mais aumentos de juros e reduziu a vantagem da Selic brasileira sobre os títulos americanos.

Analistas apontam que o mesmo descompasso entre a Selic e os juros dos EUA já influencia outros mercados, como a Bolsa brasileira.

O ativo chegou a US$ 87 mil no início da semana.

Analistas não esperam que a criptomoeda perca totalmente esses ganhos. "Encaramos um recuo em direção aos US$ 80 mil como uma oportunidade de acumulação, e não como uma falha no rompimento", diz Colin Basco, da Coinbase Institutional.

Basco também diz que o sentimento do mercado está "à frente do posicionamento" observado nos preços.

Os ETFs de bitcoin somam entradas líquidas há seis dias seguidos, mais de US$ 2,8 bilhões, segundo a Coinglass. Mas o ritmo desacelerou nas últimas três sessões, num mercado sem novos catalisadores para o setor cripto.

Essa desaceleração deixa a criptomoeda "exposta a riscos de queda caso o cenário macroeconômico se deteriore", afirma Joseph Dahrieh, da corretora Tickmill.

O ativo vem de meses de oscilação forte. Em agosto, chegou a passar dos R$ 401 mil no Brasil após subir 23% numa semana, mesmo acumulando queda de 32% no ano até aquele momento.

Enquanto isso, analistas monitoram se o preço consegue segurar o patamar dos US$ 80 mil sem novas quedas.