A Nasa confirmou, após análise de dados de engenharia, que o escudo térmico da cápsula Orion, da missão Artemis II, funcionou como esperado na volta à Terra. A nave havia levado 4 astronautas ao redor da Lua e voltou em segurança.

Na reentrada, a Orion atingiu cerca de 39 vezes a velocidade do som, com temperaturas externas acima de 2.204°C. Os astronautas, porém, ficaram numa cabine a cerca de 23°C.

A Nasa havia identificado desgaste no escudo da missão anterior, a Artemis I, e mudou a trajetória de reentrada para reduzir o tempo de exposição ao calor. Na Artemis II, o escudo teve menos rachaduras e perdeu menos material.

O escudo é feito de 186 blocos de um material chamado Avcoat, que dissipa o calor para proteger a espaçonave.

As primeiras inspeções foram feitas por mergulhadores logo após o pouso, e indicaram desempenho esperado. Depois, o escudo foi levado ao Centro de Voos Espaciais Marshall, no Alabama, para análise mais detalhada.

Por que o escudo térmico é tão importante?

O escudo térmico protege a espaçonave das temperaturas de mais de 2.204°C que a Orion enfrentou na reentrada desta missão. A Nasa usa esses dados para ajustar o projeto das próximas viagens à Lua.

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O ajuste feito depois da Artemis I já aparece nos dados: menos rachaduras e menos material perdido na missão seguinte.

O programa lunar da Nasa também enfrenta outros desafios: uma falha no motor da Starship pode atrasar a próxima etapa da missão lunar, que depende do módulo de pouso da SpaceX.

A agência também monitora a atividade recente na superfície lunar: em agosto, fotografou a cratera deixada por um foguete Falcon 9 que colidiu com a Lua.

O que acontece agora

A disputa pela Lua segue movimentada: EUA, Rússia e China correm para instalar um reator nuclear lunar, parte da corrida para manter presença permanente no satélite.

Os dados do escudo da Artemis II devem orientar os ajustes de projeto para as próximas missões do programa, segundo a Nasa.