A falha em um dos três motores Raptor da Starship, da SpaceX, durante o 14º voo de teste, nesta segunda-feira (28), pode dificultar o cronograma da Nasa para levar astronautas à Lua já em 2028, feito não repetido desde a era Apollo.
O motor desligou de forma inesperada logo após a separação da Starship do foguete impulsionador, em seu primeiro voo orbital, que também carregava 26 satélites da Starlink. Apesar disso, os controladores prosseguiram e enviaram a nave à órbita, com a missão encurtada em horas.
"A verdadeira pressão é a Lua. A Nasa precisa da Starship para a Artemis 3", disse o engenheiro aeroespacial Dean Sladen, da Accu Components, à Reuters.
A Starship é uma das duas naves que disputam o título de primeira a repetir o feito desde 1972. Uma versão seria o veículo de pouso lunar da Artemis 3. O sistema que falhou seria usado para levar astronautas à Lua.
O que decide o tamanho do problema
Segundo Sladen, o impacto depende de a falha ser "uma falha pontual de uma única peça" ou apontar para defeito de projeto que exija atualizações na frota. Não é a primeira vez: no 12º teste, em maio, um motor já não funcionou como planejado.
"Qualquer reparo no motor que atrase os próximos voos, incluindo a tentativa planejada de capturar a nave com os braços da torre de lançamento, prejudica esse cronograma", afirmou o engenheiro à Reuters.
O que acontece agora
A Nasa e a SpaceX não responderam de imediato à Reuters sobre a causa da falha. Um atraso afetaria os planos da SpaceX de expandir a Starlink, além do teste da Artemis 3, previsto para meados de 2027.
A SpaceX já deixou marcas na Lua antes: a Nasa fotografou a cratera deixada por um foguete da empresa que colidiu com a superfície lunar em voo anterior.






























