Os trabalhadores dos Correios encerraram, na noite de quinta-feira (24), a greve de 15 dias que parou a categoria no país. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou a paralisação não abusiva e fixou reajuste de 4,09%, retroativo a 1º de agosto.
A mesma decisão do TST manteve as 73 cláusulas do acordo coletivo anterior e determinou que todos os dias de paralisação sejam compensados pelos trabalhadores.
Segundo o Sintect-SP, sindicato da categoria em São Paulo, o efetivo mínimo obrigatório durante a greve teve de ficar em 80%. Mesmo assim, as entregas atrasaram pelo país.
A paralisação nacional começou em 10 de setembro, depois que os trabalhadores rejeitaram a proposta da empresa na negociação do acordo coletivo. Um dia depois, os Correios já registravam a greve espalhada por nove estados, com o impasse girando em torno do reajuste.
Ao longo dos dias seguintes, a direção da estatal recusou negociar diretamente com o sindicato. A empresa desistiu de negociar e apostou na decisão do TST para encerrar o impasse, uma aposta que prolongou a paralisação por mais alguns dias.
O tribunal chegou a julgar o caso na semana seguinte, mas travou a decisão sobre as entregas por alguns dias. A resolução só veio na quinta-feira (24), quando a Justiça do Trabalho fixou o reajuste e autorizou o fim do movimento.
Como fica o reajuste e a compensação dos dias parados
O reajuste de 4,09% vale retroativamente a partir de 1º de agosto, data-base da categoria dos Correios. Já os dias em que a categoria ficou parada não são perdoados. Cada um deles precisa ser reposto pelos próprios trabalhadores, conforme a decisão do TST.
O aumento veio depois de 15 dias de greve.
Os trabalhadores retomaram os postos de trabalho a partir das 22h daquela quinta-feira (24), horas depois de a assembleia confirmar o fim da paralisação.
A categoria é representada pelo Sintect-SP, sindicato que atua em São Paulo, na Grande São Paulo e na Zona Postal de Sorocaba.































