Senadores de direita e da oposição decidiram mudar de postura e devem votar a favor da PEC que acaba com a escala de trabalho 6x1, apurou o diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, na edição do WW desta segunda-feira (12).
A votação estava prevista para quarta-feira (14), mas deve ocorrer, na prática, só na quinta-feira (15). A decisão de pautar o projeto foi do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Até a semana passada, a estratégia da direita era obstruir a votação, para empurrar a PEC para depois do 2º turno. Sem conseguir obstruir, o plano era aprovar emenda que devolvesse o texto à Câmara, adiando a promulgação.
Interlocutores da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) passaram a avaliar que votar contra a PEC seria ainda mais prejudicial eleitoralmente do que aprová-la.
"Existe um temor muito grande de que, mesmo explicando as divergências em relação à proposta, mesmo fazendo uma defesa da jornada de trabalho flexível, vai ser muito difícil comunicar isso para o eleitor", explicou Rittner.
Segundo ele, os cortes da fala nas redes sociais poderiam colocar a campanha de Flávio em posição contrária ao trabalhador.
Nem todo mundo vê a mudança só como cálculo eleitoral. Representantes da indústria já alertaram que o fim da escala pode elevar a inflação em até 13%, pelo custo extra de contratação e turnos.
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Rittner destacou ainda que a decisão de Alcolumbre de pautar o projeto pode ser "o último tiro" para se manter na presidência do Senado no ano seguinte, numa aposta de que a pauta popular pesa mais do que o custo com a base governista.
O que acontece agora
Com o texto pautado para quinta-feira (15), o Senado decide em plenário se o fim da escala 6x1 vira regra antes do 2º turno.
Se aprovado sem mudança de mérito, o projeto segue para promulgação. Se houver emenda, volta à Câmara, o que pode adiar a vigência para depois da eleição.





























