O governo da Noruega anunciou, nesta semana, que vai propor banir temporariamente o uso de óculos inteligentes em alguns locais públicos, como parques, praias, museus e shoppings. A medida busca evitar que pessoas sejam fotografadas, filmadas ou gravadas sem saber.
"Estou preocupado com a introdução de uma tecnologia nova e poderosa em locais onde as pessoas correm o risco de serem fotografadas, filmadas ou terem suas conversas gravadas sem saber."
A proibição também pode valer para escolas e locais sensíveis como consultórios médicos e academias com vestiário. A Noruega seria o primeiro grande país a propor uma proibição desse tipo em locais públicos, segundo o jornal irlandês Irish Times.
O governo afirmou que não pretende uma proibição total: o uso privado e situações sem risco de filmagem de terceiros continuariam permitidos. Ainda será definido quais tecnologias ficarão sujeitas à medida.
No Reino Unido, pubs, teatros e restaurantes do centro de Londres já restringem os óculos: a rede Wetherspoon limitou o uso em suas unidades, e uma proibição em vigor desde agosto veda o dispositivo em salas de tribunal.
No Brasil, o Idec e a Coding Rights pediram à ANPD e ao MPF a investigação sobre os óculos com câmera da Meta, que já viraram alvo de restrição e denúncia no país.
A EssilorLuxottica, parceira da Meta, vendeu 7 milhões de pares de óculos inteligentes em 2025. Governos, tribunais e empresas de diferentes países avaliam restrições ao dispositivo por preocupações com privacidade, segundo o g1.
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O tema de privacidade digital também rende multas bilionárias fora dos óculos: a União Europeia aplicou à Google uma multa de € 403 milhões por dados de localização.
O que acontece agora
O governo minoritário norueguês vai apresentar um projeto de lei ao Parlamento o mais rápido possível, e vai formar um grupo de especialistas para orientar uma regulamentação permanente sobre dispositivos vestíveis com câmera e inteligência artificial.





























